Homens põem fogo em morador de rua de Porto Alegre

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02 Março 2015

Moradores de um conjunto habitacional na Avenida Taquari, bairro Cristal, zona sul de Porto Alegre, ainda estavam estarrecidos, na manhã de domingo, com o episódio de violência que testemunharam na noite anterior.

Um morador de rua, conhecido na região apenas como Daniel, teve fogo ateado no corpo por dois homens, por volta das 21h de sábado. Em chamas, ele gritou por socorro, e o Samu foi chamado. A vítima segue internada no HPS em situação estável.

– Daniel sempre foi um cara de bem. Ajuda a todos aqui sempre que pedimos alguma coisa para ele. Inacreditável a maldade que fizeram – diz uma moradora de 34 anos que preferiu não ser identificada, por medo de represálias.

A reportagem é de Eduardo Torres, publicada pelo jornal Zero Hora, 02-03-2015.

Arranhão em carro seria motivo do ataque

Segundo testemunhas, os dois agressores chegaram ao casebre improvisado onde Daniel vive há pelo menos cinco anos, em um terreno baldio perto da esquina com a Avenida Capivari. Houve discussão. Em seguida, teriam jogado gasolina contra a vítima e ateado fogo. A dupla fugiu em um Polo cinza. A polícia não conseguiu identificar as placas do veículo.

O desentendimento que levou à tentativa de homicídio teria iniciado uma hora antes. Daniel recolhia entulhos de uma obra próxima em um carrinho de supermercado quando o Polo entrou em alta velocidade na Avenida Taquari. Ao fazer a curva fechada na esquina com a Capivari, o veículo bateu no carrinho do morador de rua.

– O carro deles acabou arranhado. Mas também, eles derrubaram o coitado quando entraram na rua. Não foi culpa dele, e muita gente viu – diz outra moradora.

O Polo foi embora, mas retornou cerca de uma hora depois. Os moradores acreditam que a dupla no carro veio cobrar o “prejuízo” com o arranhão na lataria. Enquanto pedia por socorro, o morador de rua ainda conseguiu dizer que os dois homens teriam lhe cobrado R$ 200. Como ele não tinha, sofreu o ataque.

Na saída, diante de olhares assustados dos moradores, um dos agressores ainda teria gritado:

– Joguei gasolina mesmo. E foi para matar.

A 6ª Delegacia de Homícidios e Proteção à Pessoa investiga o caso.