Brasil não tem visão de pertencimento a um planeta em mudança, diz Paulo Artaxo

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09 Junho 2016

Para Artaxo, as novas gerações possuem uma visão mais inteligente e muito menos predatória em relação ao meio ambiente.

A reportagem foi publicada por Radioagência USP, 06-06-2015. 

No dia 5 de junho de 1972, ocorria em Estocolmo a primeira conferência da ONU sobre meio ambiente. Desde então, a data passou a ser celebrada como o Dia Mundial do Meio Ambiente.

Quarenta e quatro anos depois desse primeiro evento, há o que comemorar quando o assunto é preservação do meio ambiente? Para o professor Paulo Artaxo, do Instituto de Física da USP, a resposta é não.

Em entrevista ao jornalista Fabio Rubira e ao radialista Gilberto Rocha Jr., ele cita como um exemplo recente desse descaso com a proteção do meio ambiente o desastre ambiental de Mariana, onde o rompimento de uma barragem e o mar de lama resultante foram considerados o pior acidente da mineração brasileira. Em escala global, o cientista aponta o grau de degradação ambiental, que coloca em risco o próprio clima do planeta.

Artaxo critica a filosofia do lucro a qualquer custo, que muitas vezes aparece como o mote desse descaso com a questão da preservação ambiental. Para ele, é plenamente possível conciliar “desenvolvimento sustentável com preservação do meio ambiente”. O problema, argumenta, é que “o Brasil está despreparado, porque nossos governantes não têm qualquer visão de pertencimento a um planeta que está em processo de mudança”.

Escute o áudio clicando na imagem: