Economias biopolíticas da dívida. Dívidas como mecanismo de controle

Mais Lidos

  • Primeira encíclica do Papa Leão XIV reforça o conceito de dignidade ontológica absoluta, denuncia a não neutralidade tecnológica e concentração privada do poder digital e chega a um público que os documentos jurídicos não alcançam, diz advogado e pesquisador da área do Direito

    Magnifica Humanitas: “Uma leitura que nenhum documento governamental teria facilidade de fazer com franqueza”. Entrevista especial com Marcelo Chiavassa

    LER MAIS
  • O Apocalipse não é o fim do mundo, mas a salvação do cristão. Artigo de Enzo Bianchi

    LER MAIS
  • Estudos contestam declaração de Luciano Huck sobre dependência do Bolsa Família

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

10 Março 2016

Economias Biopolíticas da Dívida, edição 236ª do Cadernos IHU ideias, de Michael A. Peters, tem como eixo de análise a relação credor/devedor a partir do segundo ensaio da Genealogia da Moral de Nietzsche, onde se argumenta que a “instituição do castigo ou da punição surge desta relação e se constitui na primeira moral baseada na capacidade de fazer promessas”. Disto decorre que o credor pode estabelecer as regras do jogo, que por sua vez, leva do devedor aquilo que lhe agrada.  “O conceito moral de obrigação, juntamente com culpa, consciência e dever, tem seu início nessa relação contratual, marcada com sangue e tortura”, frisa Peters.

Assim, a financeirização como forma de biopoder estabelece normas e valores presentes em nosso cotidiano, resultando na produção moral de indivíduos endividados. Ou seja, “o neoliberalismo é o mecanismo de controle mais eficiente que, através da dívida, captura a resistência por parte dos trabalhadores e estudantes”, afirma.

Esta edição do Cadernos IHU ideias foi apresentada no XVII Simpósio Internacional IHU. Saberes e Práticas na Constituição dos Sujeitos na Contemporaneidade, promovida pelo Instituto Humanitas Unisinos – IHU em setembro de 2015. O artigo, assim como a conferência proferida por Peters, aborda a questão e a moral da dívida como base para uma investigação sobre o fenômeno da “economia da dívida” e as novas configurações do "capitalismo da dívida".

A versão digital de Economias Biopolíticas da Dívida está disponível no sítio do Instituto Humanitas Unisinos – IHU, e a conferência A Biopolítica Pós-Colonial no Império do Capital: Linhas foucaultianas de investigação nos Estudos Educacionais está no canal do Instituto no YouTube.