Por: Jonas | 18 Novembro 2014
A Igreja católica salvadorenha se pronunciou, neste domingo, a favor de que haja justiça no caso do assassinato de seis sacerdotes jesuítas e duas colaboradoras, ocorrido há exatamente 25 anos e que continua impune.
A reportagem é publicada pelo portal Terra, 16-11-2014. A tradução é do Cepat.
“Nós, como igreja, sempre somos a favor da justiça no caso de nossos irmãos jesuítas, oxalá que o direito da nação permita isso, que tenhamos um estado de direito muito capaz de fazer justiça e de conhecer a verdade”, destacou em uma coletiva de imprensa o arcebispo de San Salvador, José Luis Escobar.
O prelado católico salvadorenho recordou que a comunidade jesuíta no país tentou há anos, sem êxito, que o caso do assassinato “espantoso” de seus membros seja reaberto.
“Somos totalmente solidários aos padres jesuítas, nós somos a favor da justiça em todos os casos e, é claro, no caso dos padres jesuítas, pois somos parte ofendida, porque eles são parte nossa, são nossos irmãos”, ressaltou Escobar.
No dia 16 de novembro de 1989, no marco de uma ofensiva guerrilheira durante a guerra civil (1980-1992), efetivos do proscrito batalhão Atlacatl do exército assassinaram, no campus da Universidade Centro-Americana (UCA), os sacerdotes espanhóis Ignacio Ellacuría (reitor) e Ignacio Martín Baró (vice-reitor). Também foram ultimados os sacerdotes Segundo Montes, Armando López, Juan Ramón Moreno, Joaquín López, a empregada doméstica Elba Ramos e sua filha Celina.
No dia 27 de setembro de 1991, um júri declarou como culpados pelo crime o diretor da Escola Militar de San Salvador, coronel Guillermo Benavides, e o tenente Yusshy René Mendoza, responsável pela morte de Celina Ramos.
O mesmo júri eximiu das responsabilidades – apesar de terem participado no crime, segundo as investigações – dois tenentes, dois sargentos, um cabo e dois soldados.
Tanto Benavides como Mendoza foram libertados, amparados por uma lei de anistia decretada em 1993, após o fim da guerra civil.