O Papa pede para olhar os pobres de frente

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Por: André | 04 Agosto 2014

“Virar para o outro lado para não ver os pobres é uma maneira educada de dizer: ‘arranjem-se sozinhos’. Mas isso não é cristão”, advertiu Francisco. O milagre da multiplicação dos pães e dos peixes não é uma “mágica”, mas um “sinal”, que faz compreender que Deus não nos deixa faltar o pão cotidiano “se sabemos compartilhá-lo como irmãos”, explicou o Papa durante o Angelus, da janela do seu escritório que dá de frente para a Praça São Pedro, na qual se reuniram milhares de fiéis apesar das ameaças de chuva que havia.

A reportagem é de Giacomo Galeazzi e publicada no sítio Vatican Insider, 03-08-2014. A tradução é de André Langer.

O Papa Francisco refletiu sobre o Evangelho do domingo, o milagre da multiplicação dos pães e dos peixes para mostrar três elementos que os cristãos sempre devem ter presente: “Compaixão, partilha, Eucaristia. Jesus nos ensina a colocar as necessidades dos pobres na frente das nossas. As nossas exigências, mesmo legítimas, nunca serão tão urgentes quanto as dos pobres, que não têm o necessário para viver: não têm o que comer nem vestir, não têm condições de ter remédios, seus filhos não podem ir à escola”.

A primeira mensagem que o Papa Francisco quis deixar é a compaixão: “Jesus não reage com irritação, mas sente compaixão, porque sabe que não o procuram por curiosidade, mas por necessidade”. E acrescentou: “Estejamos atentos: compaixão não é sentir piedade, é mais. Assim é Jesus: sofre conosco e sofre por nós”.

A segunda mensagem foi a partilha e expôs duas lógicas opostas: “os discípulos pensam conforme o mundo, para quem cada um tem que pensar em si mesmo; Jesus pensa segundo a lógica de Deus, que é a da partilha”. “Cuidado, não é uma ‘mágica’, é um ‘sinal’. Um sinal que convida a ter fé em Deus, Pai providente, que não nos faz faltar ‘o pão nosso de cada dia’, se sabemos compartilhá-lo como irmãos”, acrescentou.

Finalmente e na terceira mensagem, explicou que o prodígio dos pães preanuncia a Eucaristia: “É o mesmo gesto que Jesus fará na Última Ceia, quando instituirá o memorial perpétuo do seu Sacrifício redentor. Na Eucaristia, Jesus não dá um pedaço de pão, mas o pão da vida eterna; dá-se a Si mesmo, oferecendo-se ao Pai por nosso amor”.

“Quem vai à Eucaristia sem os sentimentos de Jesus – reiterou Francisco – partilha e compaixão, não vai bem”, porque é este o “caminho que nos leva a enfrentar com fraternidade as necessidades deste mundo, mas que também nos leva além deste mundo, porque parte de Deus e retorna a Ele”. “Que a Virgem Maria, Mãe da Divina Providência, nos acompanhe – invocou ao final – neste caminho”.

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