Nos 50 anos do golpe, SP vai às ruas contra "lei antiterror"

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Por: Cesar Sanson | 02 Abril 2014

Com cartazes e fotos de presos políticos, eles compararam o projeto de lei que tipifica o terrorismo com os atos institucionais do regime.
 
No dia do aniversário de 50 anos do golpe de 1964, nesta terça-feira 1º, cerca de 1.000 manifestantes ligados a movimentos sociais e centrais sindicais foram às ruas de São Paulo para lembrar os mortos pela ditadura civil-militar e protestar contra a chamada "lei antiterrorista". Com cartazes e fotos de presos políticos desaparecidos, eles compararam o projeto de lei que tipifica o terrorismo com os atos institucionais do regime.

A reportagem é de Renan Truffi e publicado por CartaCapital, 01-04-2014.

O ato foi organizado por lideranças do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST). O Movimento Passe Livre e a Central Única de Trabalhadores (CUT) também participaram. Segundo os militantes, apesar da presidente Dilma Rousseff ter participado da luta armada nos anos de chumbo, uma ala de seu governo apoia abertamente o projeto que pode criminalizar as manifestações de rua no País.

“É um ato contra a lei antiterrorista que o governo quer aplicar na classe trabalhadora. Isso acaba travando nossas lutas porque proíbe o povo de se manifestar. O governo vem usando a Polícia Militar contra as passeatas, não é muito diferente do que acontecia na ditadura”, explicou Joaquim Modesto, um dos líderes do MST em São Paulo.

A manifestação começou por volta das 14 horas na região do Paraíso e seguiu pela principal via de São Paulo até a altura da rua Frei Caneca, onde os líderes protocolaram um documento contra a lei na sede do Ministério Público Federal. As mesmas críticas foram feitas em uma reivindicação entregue perto dali, no gabinete da Presidência da República em São Paulo, na altura da rua Augusta, onde o ato terminou após a ocupação de duas faixas da Paulista.

Além de rechaçar a lei antiterrorista, o documento pede a desmilitarização da PM, o fim do uso de armas letais em protestos, o uso obrigatório de identificação por parte das forças policiais em passeatas e o fim da prática de prisão por averiguação.

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