Emissão global de gases-estufa continua crescendo

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22 Novembro 2012

Os países estão emitindo mais gases-estufa do que deveriam, diz relatório divulgado ontem. Com isso aumenta o hiato entre as emissões globais e o limite recomendado pelo painel científico da ONU e referendado pelos governos.

Segundo o estudo "The Emissions Gap", do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), a conta não fecha para impedir que a temperatura do planeta suba no máximo 2°C até o fim deste século. Perto de 8 bilhões de toneladas de CO2 estarão a mais na atmosfera em 2020. Isso se todos os governos cumprirem à risca o que estão prometendo. No melhor dos casos, isso levará o mundo a um aquecimento que pode bater em 5°C no final do século.

A reportagem é de Daniela Chiaretti e pubilcada pelo jornal Valor, 22-11-2012.

Segundo o estudo, os níveis de gases-estufa estão hoje 14% maiores do que deveriam. A concentração atual é 20% superior aos níveis de 2000. No mesmo relatório de 2011, sobravam 6 bilhões de toneladas de CO2 (ou 6 gigatoneladas) em 2100. A mensagem é clara: é preciso fazer muito mais.

É a terceira vez que o Pnuma lança esse relatório. Esta edição envolveu 55 cientistas de 20 países, sendo oito brasileiros. Eles projetaram as promessas de corte dos governos e cruzaram com dados de expectativas de crescimento dos países em desenvolvimento.

O estudo projeta cenários diferentes. Em um deles, as emissões de gases-estufa globais seriam de 58 gigatoneladas (Gt) em 2020, se não se tomarem medidas para reduzir as emissões (como combater o desmatamento ou tornar os carros menos poluentes). O relatório aponta que, para se chegar a 2°C em 2100, com 66% de probabilidade, o mundo deveria estar emitindo apenas 44 Gt de CO2 por volta de 2020. Atualmente as emissões globais batem em 50 gigatoneladas, segundo o relatório.

Veja também: Sobrevivência do Protocolo de Kyoto em jogo