Brasil vai buscar consenso sobre o Paraguai com países da região, diz Gilberto Carvalho

Mais Lidos

  • Os Estados Unidos e a Europa estão cortejando o Brasil por seus minerais críticos e elementos de terras raras

    LER MAIS
  • Jesuíta Reese sobre Trump: Um desastre para os Estados Unidos e para o mundo inteiro

    LER MAIS
  • Trump esvazia ordem mundial e gera “momento nefasto” para as Américas. Entrevista com Guilherme Casarões

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

Por: Cesar Sanson | 26 Junho 2012

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, disse nessa segunda-feira, que o rápido processo de impeachment do presidente do Paraguai, Fernando Lugo, causou “estranheza” e “perplexidade” ao governo brasileiro. Ele reiterou que o Brasil não deve tomar qualquer medida em relação ao Paraguai que não seja construída em consenso com os países da região.

A reportagem é de Yara Aquino e Roberta Lopes e publicada pela Agência Brasil, 25-06-2012.

Segundo Carvalho, o impeachment no Paraguai está na contramão da consolidação da democracia na América Latina. “O que se esperava era um caminho na outra perspectiva, no sentido de aprofundamento da democracia e não de restrição a um direito democrático de defesa como foi o caso que se praticou no Paraguai. Por isso, nossa estranheza e perplexidade e acho correto que a Unasul [União de Nações Sul-Americanas] e o Mercosul, que tem nas suas cartas de princípio a defesa da democracia, tenham uma ação forte”.

Carvallho classificou com inusitada a rapidez com que se desenrolou o processo no Paraguai. “Você mudar o presidente de um país num período de 24 horas, 30 horas é de todo inusitado. Há uma insurgência de todos os países contra essa questão e acho que agora a presidenta [Dilma], e todos os países vamos, com maturidade, tomar uma posição”.

Ontem (24) o Mercosul suspendeu o Paraguai do bloco econômico. O Brasil sinaliza que não reconhecerá um Estado que desrespeita a ordem democrática.

Nos tratados de criação tanto a Unasul quanto o Mercosul colocam o regime democrático como condição para permanecer nos blocos. No caso do Mercosul, o Protocolo de Ushuaia expressa que a plena vigência das instituição democráticas é condição essencial para o desenvolvimento dos processos de integração entre os estados que integram o protocolo. A Unasul tem um protocolo adicional que trata exclusivamente do compromisso com a democracia e reitera a promoção e a defesa da ordem democrática.