Austrália: bispo renuncia e ataca o Vaticano

Mais Lidos

  • Não é o Francisco: chega de desculpas! Artigo de Sergio Ventura

    LER MAIS
  • Edgar Morin (104 anos), filósofo, sobre a felicidade: “A velhice é um terreno fértil para a criação e a rebeldia”

    LER MAIS
  • “Putin deixou bem claro que para a Rússia é normal que os Estados Unidos reivindiquem a Groenlândia”. Entrevista com Marzio G. Mian

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

18 Junho 2012

O último bispo católico australiano abertamente progressista, Pat Power, da Diocese de Canberra, a capital federal da Austrália, renunciou, citando a incapacidade do Vaticano de ouvir e as duas crises, dos abusos sexuais do clero e da carência de sacerdotes, assim como os problemas mais alarmantes que a Igreja tem pela frente. Dom Power, 70 anos e há 25 anos na liderança diocese, deveria se aposentar apenas daqui a cinco anos, mas sairá no dia 30 de junho.

A reportagem é do sítio Vatican Insider, 13-06-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Depois que o bispo de Toowoomba, em Queensland, Bill Morris, foi desautorizado pelo papa no ano passado pelas suas posições em favor do sacerdócio feminino e pelas críticas pelos abusos do clero, Power era o único bispo no país a desafiar publicamente o Vaticano.

Ele definira os abusos sexuais como "uma terrível mancha na Igreja" e defendeu que o costume do Vaticano ao sigilo criou as condições para que pudessem prosperar os abusos sexuais e muitas outras formas de abuso.

Dom Power havia se tornado conhecido como um dos líderes católicos mais progressistas, questionando o celibato dos padres e a exclusão das mulheres do sacerdócio. "Acredito que são necessárias na Igreja amplas reformas, e a minha grande tristeza é o fato de que o Concílio Vaticano II nos mostrou o caminho para nos prepararmos para levar a mensagem de Cristo ao mundo moderno", disse ele ao anunciar sua renúncia no último dia 13.