27 Janeiro 2012

O movimento “Occupy WEF” (Ocupem o Fórum Econômico Mundial, na tradução em português) montou um acampamento de iglus na cidade suíça de Davos para protestar contra o encontro de empresários e líderes mundiais que acontece de 25 a 29 de janeiro. Nesta quinta-feira, eles contaram com o apoio e a presença de um ilustre visitante. Kumi Naidoo, diretor do Greenpeace Internacional, foi até o local para conversar com os manifestantes e passar uma noite em uma das instalações feitas no gelo.
A informação é do sítio do Greenpeace Brasil, 26-01-2012.
A intenção da visita foi dar suporte à mensagem do movimento, que deseja chamar a atenção da população mundial para o fato de que cerca de sete bilhões de pessoas não têm voz no Fórum, que está na sua 42ª edição. Com isso, o diretor do Greenpeace espera trazer pelo menos uma dessas vozes para as discussões. Os participantes do movimento OccupyWEF reconhecem que o Fórum Mundial não representa 99% da população, e aguardam com grande expectativa o encontro cara-a-cara com Kumi.
“Com a escalada da crise ecológica, de igualdade e da economia, a frustração pública quanto à forma como o nosso planeta está sendo regido por esses 1% não pode ser ignorada ou silenciada. Se os líderes em Davos, sejam eles do governo ou de empresas, não percebem que seu futuro está ligado aos 99% restantes da população, e não colocam a igualdade, a ecologia e a economia no centro de qualquer solução, então eles estão conscientemente nos levando como sonâmbulos para uma crise de proporções épicas. Assim, eles estão prejudicando o futuro de todos, incluindo o deles próprios”, afirmou Kumi Naidoo.
No encontro, os participantes foram recebidos com faixas que diziam: “Bem-vindos ao Fórum Econômico Mundial, onde 0,00001% destroem o nosso futuro”; e “Ei, WEF, onde estão os outros 6,9999 bilhões de líderes?”. Apesar das ameaças da polícia, o movimento OccupyWEF seguirá realizando ações pacíficas no decorrer da semana.
