Standard & Poor"s ameaça rebaixamento em bloco na zona do euro

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07 Dezembro 2011

 

Assegurando que a crise do euro debilitou a economia europeia, a Standard & Poor´s pondera descer o rating de 15 países da zona euro. Com a possibilidade de todos os países com notação máxima, incluindo França e Alemanha, perderem o rating AAA é o próprio financiamento do Fundo Europeu de Estabilização que está em causa

A reportagem é do sítio esquerda.net, 06-12-2011.


Pouco depois do encontro entre Merkel e Sarkozy, a Standard & Poor´s ameaçou rebaixar a nota de quase todos os países da zona euro, incluindo a até agora intocável Alemanha e os restantes países do “clube AAA” (Áustria, Holanda, França, Finlândia e Luxemburgo). Apenas dois dos países da zona euro evitaram uma “perspetiva negativa”: a Grécia, que não foi avaliada, e o Chipre, que já estava na mira da Standard & Poor´s.


Este aviso significa que existe uma possibilidade de 50% da notação destes países ser desvalorizada nos próximos três meses. Portugal, França, Espanha, Itália, Irlanda, Malta, Eslovénia, Estónia e Eslováquia podem mesmo sofrer uma redução de dois níveis. Recorde-se que, das três maiores agencias de notação, a Standart & Poor´s é a única que ainda não classifica a dívida pública portuguesa como “lixo”.


“As tensões sistêmicas na Zona Euro intensificaram-se nas últimas semanas e atingiram um tal nível que implica uma revisão dos ‘ratings’ soberanos da Zona Euro”, afirmou a agência em comunicado. Na mesma nota, a Standart & Poor´s justifica a sua decisão invocando cinco preocupações: perspetiva de uma recessão em 2012 na zona euro; agravamento das condições de crédito e a dificuldade no seu acesso; risco acrescido das dívidas soberanas na zona euro, até de países com notação máxima; elevados níveis de endividamento, tanto público como privado e a desunião política existente.


O rebaixamento da notação de quase toda a zona euro, que se arrisca a deixar de ter qualquer país com classificação máxima, não tem apenas implicação nas taxas de juro dos países em causa, mas do próprio Fundo Europeu de Estabilização Financeira. Este fundo, que é um dos mecanismos através do qual a troika tem financiado os seus planos em Portugal, é financiado com base na notação dos mesmos países que podem ver o seu rating descer, de forma concertada, nas próximas semanas.

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