Vírus da "porteira fechada" contamina parte da Esplanada

Mais Lidos

  • Para o sociólogo, vivemos tempos de anomalia. A sociedade pós-moderna “esfacelou as identidades sociais” e está difícil “ter uma percepção clara e objetiva do que está acontecendo”

    O momento é de ruptura dialética da historicidade social: “um eclipse total da lua”. Entrevista especial com José de Souza Martins

    LER MAIS
  • "O Cântico das Criaturas nos ajuda a defender a vida". Entrevista com Stefano Mancuso

    LER MAIS
  • Dossiê Fim da escala 6x1: Redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6X1 - As lutas pelo direito ao trabalho no Brasil. Artigo de Ricardo T. Neder

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

21 Outubro 2011

Das cinco demissões ministeriais celebradas até agora, três delas provaram ao Planalto que a máquina da Esplanada carrega um vírus com potencial para se transformar em fonte inesgotável de escândalos. A entrega de ministérios aos partidos com direito a "porteira fechada" é mortal para a administração pública e para a saúde política do País.

O comentário é de João Bosco Rabello e publicado pelo jornal O Estado de S. Paulo, 21-10-2011.

As demissões de Nelson Jobim e Antonio Palocci são de outra natureza. Mas os casos de Pedro Novais, do PMDB (Turismo), Wagner Rossi, também do PMDB (Agricultura) e Alfredo Nascimento, do PR (Transportes) são legítimos representantes do que o ex-presidente Lula ressuscitou na Esplanada, principalmente no segundo mandato: os partidos assumem as pastas e, com raras exceções, nomeiam para todos os cargos de relevância no ministério, de alto a baixo.

Com alguns meses de "porteira fechada", os partidos tomam conta dos ministérios e imprimem um ritmo sui generis, o de trabalhar pouco ou quase nada na execução de políticas públicas - quando elas existem - e o de trabalhar muito e com empenho especial na tarefa de botar o orçamento à disposição da máquina partidária e dos interesses eleitorais dos seus líderes. A proliferação de comunistas do B no Esporte e em secretarias estaduais e municipais também do Esporte reforça o controle que o PC do B tem sobre a pasta e sobre os dutos por onde circula o dinheiro.

Dilma já começou a minar a "porteira fechada", incluindo nomes do Planalto - sob comando da Casa Civil - nas novas nomeações para os ministérios em fase de reforma compulsória. O que também acontecerá no Esporte. Sem o cacife de Lula para encarar um escândalo atrás do outro, diz um assessor do governo, "não podemos entregar e rezar". Em síntese, Dilma quer os ministros sob vigilância de secretários fieis ao Planalto.