Trípoli queima: o dramático relato dos franciscanos

Mais Lidos

  • Xadrez: a patranha de André Mendonça e as grandes falsificações da história. Artigo de Luís Nassif

    LER MAIS
  • "A manobra da AfD é colossal, algo nunca visto desde 1945. A Europa está em perigo". Entrevista com Romano Prodi, ex-primeiro ministro da Itália

    LER MAIS
  • São as instituições e relações sociais que decidem como ocorrem a apropriação da riqueza e sua conversão em qualidade de vida, afirma o pesquisador

    “O problema brasileiro não é falta de trabalho. É a qualidade da inserção e o modo como os ganhos econômicos são repartidos”. Entrevista especial com Erik Chiconelli Gomes

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

23 Agosto 2011

"Atualmente, três freis franciscanos se encontram trancados no convento de Trípoli. Ninguém se atreve a sair pelas ruas, porque eles atiram à vista, mesmo que não se entenda quem atira contra quem. Certamente, é perigoso para os civis sair de casa": as afirmações feitas à agência vaticana Fides foram feitas por fontes da Igreja que ouviram por telefone, ontem à noite, a pequena comunidade católica de Trípoli, ainda abalada pelos combates entre as forças do regime de Kadafi e as da Autoridade de Transição.

A reportagem é do sítio Vatican Insider, 23-08-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

"As linhas telefônicas estão cortadas e não é possível contatar os freis, e o convento está isolado", continuam as fontes da Fides. "As últimas comunicações nos informaram que, na noite entre os dias 21 e 22 de agosto, houve tiroteios do lado de fora do convento".

Enquanto isso, o vigário apostólico de Trípoli, Dom Giovanni Innocenzo Martinelli, autodefinindo-se como "louco", lançou um apelo às forças aliadas: "Que a Otan dê um sinal de reconciliação, silenciando as bombas para interromper o derramamento de sangue". Ele também diz "ainda pensar em uma reconciliação" entre Kadafi e os rebeldes "para trazer a paz ao país, porque senão não há outra solução". "E os bombardeios da Otan – acrescentou, falando à AsiaNews – não são uma solução. Vangloriar-se por ter bombardeado a população civil por seis meses é horrível".