Nossas editoras nas mãos do capital estrangeiro

Livros. | Foto: Pixabay

Mais Lidos

  • João Pessoa/PB em “alta”: turismo, mercado imobiliário e os problemas de viver. Artigo de Sérgio Botton Barcellos e Henry Santos

    LER MAIS
  • Para o sociólogo, vivemos tempos de anomalia. A sociedade pós-moderna “esfacelou as identidades sociais” e está difícil “ter uma percepção clara e objetiva do que está acontecendo”

    O momento é de ruptura dialética da historicidade social: “um eclipse total da lua”. Entrevista especial com José de Souza Martins

    LER MAIS
  • "O Cântico das Criaturas nos ajuda a defender a vida". Entrevista com Stefano Mancuso

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

26 Abril 2019

"País perde a editora Companhia das Letras, agora controlada pelo maior conglomerado editorial do mundo. Desnacionalização revela falta de política pública: se fosse por falta de leitores, por que estariam comprando?", pergunta Lucas Scatolini, em artigo publicado por Outras Palavras, 24-04-2019.

Eis o artigo.

Na semana do Dia Internacional do Livro, o mercado editorial brasileiro respira por aparelhos. O panorama geral revela: duas das maiores redes de livrariasCultura e Saraiva — estão em recuperação judicial. Seu fracasso provoca o sepultamento de dezenas de editoras. Entre as sobreviventes, a “saída” se dá pela venda de grande parte de seu capital aos gigantes estrangeiros, como ocorreu no recente caso da Companhia das Letras. Em outubro passado, o Valor Econômico revelou que a Penguin Random House (PRH) – maior grupo editorial do mundo – assumiu o controle acionário da editora. Conhecida pelo imenso catálogo — 4500 títulos, que têm por autores 34 vencedores do Nobel de Literatura e muitos dos principais escritores brasileiros — a editora foi fundada e pertencia à família Schwarcz. Esta mantém, agora, a posse de apenas 30% das ações. Segundo Luiz Schwarcz, a decisão teve a ver com “visões de longo prazo em relação ao mercado livreiro”.

Sabe-se, porém, que a editora perdeu R$ 26,4 milhões com Cultura e Saraiva. Por isso, questiona-se: o mercado editorial brasileiro estaria atrelado a um varejo concentrado em pequenos grupos, que monopolizam a compra e venda de livros no país?

A desnacionalização, é claro, não se limita às editoras. Nos último cinco anos, quase 400 empresas brasileiras passaram a ter controle do capital estrangeiro. Seja como for, a perda da Companhia das Letras é mais uma significativa derrota, além de abrir precedentes para que mais empresas se curvem diante das presas do mercado financeiro.

Leia mais