O silêncio Daquele que Jesus chama "Abba, meu Pai"

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Por: Jéferson Ferreira Rodrigues | 27 Março 2016

 

O Cristo torturado da América Latina de Guido Rocha
Fonte: dasilio.wordpress.com

Jesus de Nazaré, o Filho, na vida “passou fazendo o bem” (cf. At 10, 37s), numa profunda intimidade com o Deus que chamava de “Abba, meu Pai” e com os abandonados de seu tempo. Ele se fez presença, companhia, remédio e esperança daqueles que tinham “fome e sede de Justiça”. 

Era portador de uma “Boa-Notícia”: o Reino de Deus como espaço disponível para todos, de espera escatológica (para além daqui), cuja realização é experimentada desde aqui. Hoje, garantir os valores do Reino – Justiça, Verdade, Direito, Paz, etc. – é viver centelhas do que “na plenitude escatológica” está reservado.

Não há espaço para remendos: “para vinho novo, odres novos”. O Reino exige uma nova postura, uma autêntica conversão. Em outras palavras, é buscar continuamente a vivência dos valores salutares do Reino com profecia e sem temor.

Por causa do Reino, que anunciou profeticamente, na opção de Deus por aqueles que a religião e os “importantes da sociedade” julgavam desprezíveis, foi condenado à morte vergonhosa de cruz. É possível aprender uma lição: a verdade tem um preço! Queremos viver na verdade e assumir suas consequências?

A resistência ao sofrimento não é diferente para Jesus. Ele não é um super-homem, muito menos está imune de sofrer. O “grito forte” de Jesus na cruz, narrado pelo evangelista Marcos, desvela com fidelidade aquilo que vivenciou naquele madeiro: abandono, sofrimento, vergonha.

A experiência do abandonado é atualizada no grito dos crucificados de hoje e de todos os tempos. Nele retoma-se a pergunta que surgiu no século XX, principalmente depois das guerras mundiais, genocídios, etc.: o que fazia Deus diante de tanta atrocidade?

Deus está ali, junto com os crucificados de cada tempo. É um Deus que sofre, aceita sofrer, porque ama apaixonadamente, não apenas o seu igual (Filho), mas o seu outro (mundo e ser humano). É um amor que não imuniza a dor.

"As narrativas da paixão e morte de Jesus nos Evangelhos
são relatos da comunidade pós-pascal à luz da Ressureição de Jesus.
Somente à luz da ressureição de Jesus por Deus
é possível desvendar no grito de Jesus a expressão de uma fé radical
e a revelação do rosto cristão de Deus,
bem como a eloquência de Seu silêncio diante da cruz de Jesus"

O Instituto Humanitas Unisinos - IHU, no Cadernos Teologia Pública, edições 67 e 89, apresenta através de um artigo (Alexander Nava) e três entrevistas (Francine Bigaouette, Alexander Nava e Carlos Arthur Dreher) uma contribuição significativa na reflexão a respeito da experiência limite de Jesus na cruz. No grito do abandonado, que chamou e ensinou a chamar Deus de Pai, toda a humanidade encontra solidariedade e está unida em/com suas dores e dramas. 

 

Para acessar as entrevistas: clique aqui

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Para acessar o artigo: clique aqui

 

Por Jéferson Ferreira Rodrigues