O Papa recebe, pela primeira vez na história, os valdenses e os metodistas

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Por: André | 08 Março 2016

Nove meses após a visita histórica do Papa Francisco ao templo dos valdenses de Turim, quando o Pontífice pronunciou o “mea culpa” e pediu perdão pelos sofrimentos provocados pelos católicos a esta minoria protestante arraigada principalmente no Piemonte e na Calábria, estes lhe devolvem a visita de cortesia. A visita da delegação da Mesa valdense e do Sínodo das Igrejas valdense e metodista terminou com o almoço na Casa Santa Marta.

A reportagem é de Domenico Agasso Jr e publicada por Vatican Insider, 05-03-2016. A tradução é de André Langer.

“Devolvemos com alegria e espírito de fraternidade a visita que o Papa nos fez no dia 22 de junho de 2015, ao visitar-nos no templo valdense de Turim, lugar simbólico da emancipação dos valdenses depois de 1848”, explicou há alguns dias o moderador da Mesa valdense, o pastor Eugenio Bernardini. Ele, além disso, manifestou o desejo de que os valdenses e metodistas dessem mais corpo “a um diálogo ecumênico que, também sob o impulso do Papa Francisco, está crescendo visivelmente. Não estou pensando apenas nos documentos doutrinais redigidos em comum, mas também na necessidade – destacou Bernardini – de uma nova e mais acolhedora missão cristã em um mundo cada vez mais plural e secularizado; e penso também no ecumenismo e na diaconia que, talvez, nunca como nestes dias, aproxima católicos e protestantes no compromisso com um mundo mais capaz de diálogo e de justiça, assim como a acolhida dos refugiados e a proteção dos direitos dos migrantes”.

A delegação que, no sábado, Francisco recebeu no Vaticano (primeiro no Palácio apostólico e depois na residência Santa Marta) era formada por Bernardini e alguns pastores e leigos: Greetje van der Veer, Aldo Lausarot, Luca Anziani, Jens Hansen, Lothar Vogel, Maria Bonafede, Raul Matta, Claudio Paravati e Paolo Naso.

O papa também recebeu, no sábado, em uma audiência os membros do Sínodo permanente da Igreja greco-católica ucraniana. Falaram principalmente sobre as novas relações com o Patriarcado ortodoxo de Moscou, após o encontro histórico na cidade de Havana entre Francisco e o Patriarca Kirill.