Georg Ratzinger classifica como "loucura" as 231 denúncias de abuso infantil no coro de Regensburg

Mais Lidos

  • ​Prevenção da violência, enfrentamento da criminalidade e recuperação de jovens em conflito com a lei dependem de políticas que ultrapassem o punitivismo penal, defende o advogado

    Redução da maioridade penal e a lógica punitivista: “A segurança pública não será alcançada apenas por meio do aumento da punição”. Entrevista especial com Alexander Rodrigues de Castro

    LER MAIS
  • Horas antes do cisma ser finalizado, Pagliarani responde ao Papa: "Não somos cismáticos, somos o remédio de que a Igreja precisa"

    LER MAIS
  • Fraternidade Sacerdotal São Pio X e o tradicionalismo católico de 1988 até hoje. Artigo de Massimo Faggioli

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

15 Janeiro 2016

O relatório que fala de 231 possíveis casos de abuso de menores no Coro de Regensburg tem respingado no irmão do Papa emérito, Georg Ratzinger, que dirigiu o mesmo por vários anos. E sua resposta não demorou a chegar. Ratzinger chamou de “loucura” o relatório.

A reportagem foi publicada por Religión Digital, 13-01-2016. A tradução é de Evlyn Louise Zilch.

Em declarações à rede Bayerischen Rundfunk depois de que na semana passada apresentou-se o relatório preliminar encomendado pelo episcopado, que denuncia que dezenas dessas crianças foram abusadas sexualmente, Ratzinger disse que para ele “o assunto está encerrado”.

“Esta campanha para mim é uma loucura. É simplesmente uma loucura como querem investigar quantos golpes foram dados há quarenta anos em nossa casa e em outros lugares”, disse Ratzinger à emissora depois de voltar da visita à Roma a seu irmão Josef.

Georg Ratzinger, que tem 91 anos, foi maestro do coro da catedral de Regensburg entre 1964 e 1994.

O advogado que apresentou na última sexta-feira o relatório com os resultados preliminares da investigação contratada pelo bispo Ulrich Weber disse que desde então vinte antigas escolas contataram-no para narrar os abusos dos que foram vítimas.

Weber já tinha concluído que o número real seria muito maior do que se afirma no relatório, notando que, provavelmente, uma em cada três escolas foi vítima de abuso físico, entre 600 e 700 crianças.

O advogado deu por entendido que Georg Ratzinger tinha que estar ciente dos abusos que ocorreram na escola.

Quando em 2010 revelaram-se os abusos no coro da catedral de Regensburg, Ratzinger disse nunca ter tido conhecimento de abusos sexuais, mas reconheceu que até o final da década de 70 também compartilhou "umas bofetadas" entre as crianças.