Mais de 420 mil pessoas morreram por doenças transmitidas por alimentos em 2010, revela OMS

Mais Lidos

  • Vicente Cañas. Manter um processo vivo por trinta anos é uma vitória no país da impunidade. Entrevista com Michael Nolan e Ricardo Pael Ardenghi

    LER MAIS
  • O Pentágono ameaçou o embaixador do Papa Leão XIV com o Papado de Avignon

    LER MAIS
  • Para o professor e pesquisador da UFPA, reterritorializar o debate sobre o acelaracionismo em termos amazônidas inaugura um amplo espectro de questões incontornáveis de nosso tempo

    Como pensar o aceleracionismo em um mundo que já acabou? Entrevista especial com Ricardo Evandro Martins

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

10 Dezembro 2015

Relatório é primeiro estudo com detalhes sobre doenças provocadas por ingestão de alimentos. Enfermidades atingem de forma mais grave países de baixa renda e crianças abaixo de cinco anos, segundo ONU.

A reportagem foi publicada por EcoDebate, 09-12-2015. 

O relatório da ONU destaca que, apenas em 2010, 125 mil crianças abaixo dos cinco anos morreram em decorrência de doenças contraídas por consumo de alimentos.

No ano de 2010, de todas as vítimas de doença de origem alimentar, 420 mil morreram; entre elas, 125 mil crianças abaixo de cinco anos, de acordo com relatório publicado na quinta-feira (3) pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

“Até agora, as estimativas de doenças de origem alimentar eram vagas e imprecisas. Isso ocultava os verdadeiros custos humanos da comida contaminada”, afirmou a diretora-geral da OMS, Margaret Chan. Para ela, o relatóriocoloca a informação nos trilhos, já que a detecção dos principais agentes patogênicos e sua ação específica em partes do mundo permite a elaboração de estratégias mais precisas por parte do público, do governo e da indústria alimentícia.

A África e o Sudeste Asiático são as regiões com maior incidência de doenças de origem alimentar e com maior número de vítimas, incluindo crianças abaixo de cinco anos. No caso do Brasil, as taxas de mortalidade infantil em decorrência de doenças associadas à alimentação é baixa, e, entre adultos, ainda menor.

No entanto, a incidência de casos de doença de chagas transmitidos por alimentos no Brasil é citada no relatório. No país, 70% dos casos agudos registrados entre 2000 e 2010 foram associados ao consumo de alimentos. Segundo o relatório, estes indicadores reabrem o debate sobre qual seria a principal fonte de transmissão da doença, associada até o momento a via vetorial.

“O risco das doenças relacionadas a alimentos é mais severo em países de baixa e média renda, ligado ao preparo de comida com água contaminada; má higiene e condições inadequadas na produção de alimentos e no armazenamento; baixos níveis de alfabetização e educação; e legislação sobre segurança alimentar insuficiente”, segundo relatório.

O documento enfatiza a ameaça global gerada pelas doenças de origem alimentar e reforça a necessidade de que governos, indústria de alimentos e indivíduos façam mais para tornar os alimentos seguros e prevenir doenças deste tipo.