A ordenação sacerdotal é uma imunização contra o clericalismo, afirma o arcebispo de Viena

Foto: Cathopic

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22 Junho 2026

O arcebispo de Viena, dom Josef Grünwidl, conclamou os novos sacerdotes a uma postura de serviço. O sacramento da ordem é "algo grande e sagrado", mas não uma distinção pessoal nem uma honra, e sim "missão de serviço ao povo de Deus", disse ele no sábado durante a ordenação presbiteral na Catedral de Santo Estêvão, em Viena. A ordenação sacerdotal é o "sacramento da imunização contra toda forma de clericalismo".

A informação é publicada por katholisch.de 22-06-2026.

Em sua homilia, Grünwidl identificou três atitudes fundamentais para o ministério sacerdotal: confiança em Deus, proximidade com as pessoas e coragem de sonhar. Aos cinco homens que ordenou, o arcebispo disse: "Vocês dão hoje um passo corajoso, colocam-se à disposição de Deus, estão prontos para colaborar na construção do seu Reino e entram a serviço da Igreja como sacerdotes." O caminho deles não é simplesmente resultado de planejamento e organização, mas resposta a uma vocação.

A busca pelo Reino de Deus

A credibilidade de um sacerdote não depende primeiramente de programas, projetos e desempenho, sublinhou o arcebispo. Nas palavras de Grünwidl: "Não tanto o que vocês fazem, mas quem vocês são e como vivem a sua fé, a coragem de confiar em Deus, a relação com Jesus Cristo, a busca pelo Reino de Deus é o que os torna credíveis e úteis como sacerdotes." Não a crise da Igreja e os problemas deveriam estar no centro, mas a alegria e a gratidão. Seu encorajamento aos novos sacerdotes: "Sejam corajosos! Preocupem-se primeiro com o Reino de Deus e confiem mais na Sua palavra do que nos pessimistas e nos profetas do mal."

Ser sacerdote significa primeiramente continuar a ser humano, irmão dos homens e cristão, disse Grünwidl. "Precisamos de sacerdotes com o cheiro do rebanho", disse ele, aludindo à famosa expressão do Papa Francisco (2013-2025). Aos novos sacerdotes, transmitiu uma regra que denominou "regra dos 4-A" (1): "As pessoas, a gente tem que amar." Desejou-lhes um coração amplo e um grande amor pelas pessoas, especialmente pelos pequenos, pelos pobres e pelos doentes.

Nota

(1). Em alemão: "Menschen muss man mögen".

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