17 Junho 2026
As igrejas metodistas da Colômbia, da Grã-Bretanha, da Irlanda e o Centro Ecumênico de Comunicação na América Latina ingressaram, em 5 de junho, com um pedido de investigação do Ponto de Contato Nacional do Reino Unido (NCP-UK) para que examine se a relação de financiamento do HSBC à Glencore está em conformidade com as diretrizes da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
A informação é de Edelberto Behs.
A atividade mineira de Cerrejón, na Colômbia, é acusada de ser a responsável pela degradação ambiental, pelas dificuldades de acesso à água, ao deslocamento de comunidades e pelo impacto na saúde que afetam as populações locais e indígenas de La Guaira. Cerrejon é uma mina de carvão a céu aberto no norte da Colômbia, de propriedade da Glencore. A NCP-UK é o órgão responsável pela promoção de condutas empresariais responsáveis e mediação de conflitos envolvendo multinacionais britânicas.
Os querelantes argumentam que as instituições financeiras têm a responsabilidade de garantir que as práticas de financiamento e investimento estejam alinhadas com os direitos humanos, as normas ambientais e aos seus próprios compromissos climáticos. Pedem, bem por isso, que seja examinada a relação de financiamento do HSBC com a Glencore.
O mecanismo de reclamação da OCDE oferece um processo internacional não judicial em que as organizações e comunidades podem manifestar preocupações sobre a conduta empresarial de multinacionais e instituições financeiras. A demanda tem o apoio do Conselho Mundial de Igrejas (CMI).
O secretário geral do organismo ecumênico internacional, Jerry Pillay, argumentou que as comunidades religiosas “têm a reponsabilidade moral de defender a justiça climática, a dignidade humana e a gestão responsável da criação. Essa iniciativa reflete a crescente preocupação entre igrejas e comunidades em todo o mundo com relação ao papel que os sistemas financeiros desempenham na formação do futuro das pessoas e do planeta”.
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