Operação revela os quatro núcleos da estrutura do grupo ligado a Vorcaro

Foto: Wikimedia Commons | Márcio Gustavo Vasconcelo

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05 Março 2026

Investigação da Operação Compliance Zero detalha a estrutura da organização suspeita de fraudes financeiras, corrupção e intimidação de críticos.

A reportagem é de Gustavo Kaye, publicada por Agenda do poder, 05-03-2026.

A decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro revelou detalhes sobre a estrutura de um grupo investigado por crimes financeiros e corrupção. A medida foi autorizada no âmbito da segunda fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal.

De acordo com os investigadores, o esquema operava por meio de diferentes setores organizados, cada um com responsabilidades específicas dentro da estrutura investigada. A divisão permitia que o grupo atuasse simultaneamente em frentes financeiras, institucionais e de monitoramento de adversários.

As apurações indicam que Vorcaro teria papel central na articulação do esquema, coordenando as ações e mantendo conexão entre os diversos integrantes envolvidos nas atividades suspeitas.

Estrutura do grupo investigado

Segundo a Polícia Federal, o grupo investigado estava dividido em quatro núcleos principais, que funcionavam de forma integrada para garantir o funcionamento do esquema. Cada um desempenhava uma função específica dentro da organização.

Os quatro núcleos identificados são:

  • Núcleo financeiro: responsável por estruturar e executar fraudes relacionadas ao sistema financeiro, além de coordenar operações envolvendo recursos suspeitos ligados ao conglomerado investigado.

  • Núcleo de corrupção institucional: voltado à cooptação de agentes públicos, especialmente ligados ao Banco Central, com o objetivo de facilitar ou ocultar irregularidades envolvendo a instituição financeira investigada.

  • Núcleo de lavagem de dinheiro: encarregado de ocultar a origem de recursos obtidos de forma ilícita por meio de empresas intermediárias, operações financeiras complexas e estruturas destinadas a dificultar o rastreamento dos valores.

  • Núcleo de monitoramento e intimidação: apontado como responsável por acompanhar e pressionar pessoas consideradas adversárias do grupo, incluindo jornalistas e outras figuras que investigavam ou criticavam as atividades do conglomerado.

Investigação segue em andamento

Quem são os outros presos na operação:

Além do banqueiro Daniel Vorcaro, a segunda fase da Operação Compliance Zero também resultou na prisão de outros investigados apontados pela Polícia Federal como integrantes da estrutura do grupo. As detenções foram autorizadas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo as investigações, os suspeitos teriam atuado em diferentes frentes do esquema, auxiliando na execução das atividades atribuídas aos núcleos identificados pela Polícia Federal.

Entre os presos está Fabiano Zettel, apontado pelos investigadores como um dos operadores ligados às movimentações e articulações dentro do grupo investigado.

Outro detido foi Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o ‘Sicário’, que morreu na prisão ao se suicidar na cela da PF em Minas Gerais, citado nas apurações como participante de ações relacionadas à estrutura investigada na operação.

Também foi preso Marilson Roseno da Silva, que, segundo a Polícia Federal, teria participação em atividades associadas à organização investigada.

De acordo com os investigadores, cada um dos detidos teria desempenhado funções específicas dentro da estrutura apontada pela apuração, colaborando com as operações atribuídas aos diferentes núcleos do grupo.

A Polícia Federal segue analisando documentos, mensagens e equipamentos eletrônicos apreendidos durante a operação. O material pode ajudar a esclarecer o papel de cada investigado e revelar possíveis novos envolvidos no caso.

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