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22 Setembro 2022

 

“Por onde começar com a mensagem do evangelho quando a imagem de Deus é um homem com barba branca”, provocou a bispa Wilma Elisabeth Rommel, presidenta da Igreja Evangélica Luterana Unida (IELU), da Argentina, no retiro que reuniu em Genebra, dias 4 a 9 de setembro, 16 líderes de igrejas minoritárias recém-eleitos para cargos na Federação Luterana Mundial (FLM).

 

A reportagem é de Edelberto Behs, jornalista.

 

O grupo compartilhou no encontro, reunido sob o tema “Liderança e Ministério Episcopal na Comunhão FLM”, experiências de identidade luterana e desafios em contextos minoritários. Eles e elas apontaram para o fracasso comum em tornar a igreja um ambiente propício para pessoas com deficiência, minorias sexuais, migrantes e gentes de outras religiões. Sinalizaram que uma igreja que embarque em algo novo deveria estar disposta a sacrificar conforto.

 

O presidente da Igreja Cristã Luterana de Honduras (ICLH), Júlio Caballero, disse que a sociedade espera mais responsabilidades e compromisso de sua igreja, que é pequena. Os fiéis da igreja vivem “muito modestamente” e nem todos têm poder aquisitivo para levar uma vida digna. Cerca de 90% dos fiéis são mulheres. “É difícil falar por aqueles que não têm voz quando a violência é comum. É um desafio para uma igreja pobre, mas continuaremos seguindo esse chamado”, disse.

 

O grupo observou que um líder conduz pessoas em direção à “visão de Deus”, e, representando a igreja, representam “a justiça na sociedade, sendo uma voz profética”. Além de pregar e ensinar, espera-se de um líder que ele/ela “forneça uma visão ou estratégia”.

 

O presidente da Igreja dos Irmãos Luteranos em Camarões, Alvius Debsia Dabah, informou que o ambiente sociopolítico em seus país é propício. “Temos mais oportunidades de trabalhar com pessoas necessitadas e fazer campanhas de evangelismo”. O trabalho de construção da paz no qual a igreja se empenhou foi reconhecido, assinalou.

 

O grupo comentou os desafios a as oportunidades que surgem para a voz profética da igreja num ambiente ecumênico e na sociedade. Num contexto com predominância muçulmana, a Igreja Evangélica Luterana da Malásia (ELCM) mantém diálogo aberto com outras denominações cristãs sobre questões de interesse mútuo na sociedade e no ecumenismo em geral, arrolou o bispo Steven Lawrence.

 

O bispo Kenneth Sibanda, da Igreja Evangélica Luterana no Zimbábue, observou que a maioria das igrejas é muito conservadora. Wilma Elisabeth lembrou que “uma igreja inclusiva pode deixar algumas pessoas desconfortáveis, precisamente porque é inclusiva”.

 

O vice-presidente da FLM para a América Latina e ex-pastor presidente da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), Nestor Paulo Friedrich, trouxe ao grupo reflexões sobre liderança e o sacerdócio universal de todos os crentes, um dos pilares da Reforma protestante que busca o envolvimento de fiéis na construção de comunidades.

 

Liderança, definiu Friedrich, é “uma atividade colaborativa que envolve a participação e indivíduos, grupos e áreas de trabalho”, sem concentrar decisões e desafios numa pessoa. “Delegar tarefas, distribui-las e confiá-las a outros faz parte de uma liderança saudável. “Precisamos desenvolver esse tipo de liderança na igreja e nas instituições”, defendeu.

 

Concluído o retiro em Genebra, o grupo de 16 líderes, procedentes de 13 países, viajou até Wittenberg, onde visitou, de 9 a 12 de setembro, o Centro da FLM na cidade, o Jardim de Lutero, um memorial vivo e ecumênico com 500 árvores comemorativas aos 500 anos da Reforma, e os locais histórico vinculados ao reformador.

 

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