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08 Junho 2021

 

Cataclísmico

"O impacto (da Covid19) tem sido devastador, cataclísmico. Como um todo, isso representa uma crise mundial do trabalho quatro vezes mais severa do que a crise financeira de 2008-2009” - Guy Ryder, diretor geral da OIT – Portal Uol, 07-06-2021.

 

Recuperação desigual

"À medida que olhamos cada vez mais para o processo de recuperação, com algumas economias crescendo rapidamente, muito rapidamente e empregos agora sendo criados em grande velocidade, acho que precisamos estar conscientes de como a recuperação será desigual se continuar em sua trajetória atual” - Guy Ryder, diretor geral da OIT – Portal Uol, 07-06-2021.

 

Ano de 2022 violento

“O grande marco é o motim da polícia no Ceará em fevereiro de 2020. Esse motim foi uma coisa assustadora no sentido de que a gente conseguia ver ali o que aconteceu, por exemplo, na Bolívia, em que o golpe de estado não foi dado pelas Forças Armadas, mas pelas forças de segurança em geral, liderado por policiais. Esse é um precedente que deve nos deixar alertas. Aquele motim só não se reproduziu em outros locais do Brasil porque teve a pandemia. E na pandemia vimos também um desregramento das ações da polícia, tanto que o STF teve que intervir e dizer que não pode fazer operação em favela no Rio de Janeiro. O STF ter que entrar para regular uma coisa dessa significa que estamos numa situação muito difícil. É o prenúncio de que nós teremos um ano de 2022 ainda mais violento. Temos que ficar muito atentos a isso” – Marcos Nobre, cientista político – Marco Zero, 06-06-2021.

 

Bolsonaro e o golpe

“Caso Bolsonaro perca a eleição, ele vai tentar um golpe. Eu não tenho a menor dúvida. Se ele vai ter força pra conseguir, é outra coisa. Vai tentar com partes das Forças Armadas e parte das forças de segurança e quem mais ele conseguir armar porque ele está distribuindo armamento à vontade e sabemos que esse tipo de líder autoritário produz também grupos paramilitares e o que hoje é milícia do crime pode facilmente se tornar milícia política porque isso já aconteceu na história. Nos Estados Unidos, Trump tentou o golpe, mas não teve o apoio das Forças Armadas. Lá, as polícias nem entraram em consideração. E, ainda assim, morreu gente. Senadores e deputados foram ameaçados fisicamente. Aquilo lá é brincadeira de criança para tudo que vai acontecer aqui. Agora, se Bolsonaro der o passo e ver que não tem apoio, ele se retira como mártir. Mas que ele vai tentar o golpe, eu não tenho a menor dúvida” – Marcos Nobre, cientista político – Marco Zero, 06-06-2021.

 

Candidato fortíssimo

“Esperar que 2022 vá ser pior do que 2021 é uma aposta errada do ponto de vista das condições gerais. Ou seja, provavelmente, Bolsonaro está no piso hoje. E é isso o que temos de considerar. Ou seja, é um candidato fortíssimo. É isso que eu quero dizer” – Marcos Nobre, cientista político – Marco Zero, 06-06-2021.

 

Bolsonaro reeleito, fim da democracia no Brasil

“Se o Bolsonaro se reeleger, a democracia no Brasil acabou, ele vai seguir o mesmo roteiro da Polônia, da Hungria, da Turquia, das Filipinas, que, no segundo mandato, fecharam o regime. Ele já está dando todas as indicações. Tá fazendo todas as coisas. A gente pode dar vários exemplos” – Marcos Nobre, cientista político – Marco Zero, 06-06-2021.

 

Frente Ampla

“Só existe uma saída. Uma Frente Ampla. Frente Ampla não significa ter uma candidatura única em 2022. Significa ter um acordo entre todas as forças democráticas de que quem chegar ao segundo turno contra Bolsonaro terá o apoio do resto. Esse acordo precisa ser construído e precisa ser construído já. Nós estamos já atrasados na construção desse acordo. Por que? Porque a gente não pode arriscar perder tudo. Ai alguém diz, o meu candidato ganha do Bolsonaro fácil. E eu pergunto: quem te garante isso?” – Marcos Nobre, cientista político – Marco Zero, 06-06-2021.

 

O tempo urge!

“Nós temos pouco tempo e não só Bolsonaro não está parado, como ele está muito bem organizado. E ele sabe que está no piso dele. Daqui pra eleição, ele só vai crescer, não vai diminuir. A menos que aconteçam mais catástrofes, mais tragédias, e ninguém pode torcer por isso. Torcer por terceira ou quarta onda, apagão? Você vai torcer pra uma desgraça acontecer com o país? Não pode. O que é isso, gente? Não dá” – Marcos Nobre, cientista político – Marco Zero, 06-06-2021.

 

Ledo engano

“Ao pularem no barco de Bolsonaro em 2018, os militares achavam que teriam a bússola e o manche. Ledo engano. O capitão encheu o Planalto de generais e o governo de variadas patentes, mas subjugou todos eles. “Quem manda sou eu”, repete, enquanto dá medalha para o dócil comandante do Exército e um gordo aumento para 'seus generais', em meio à pandemia e ao desemprego feroz” – Eliane Cantanhêde, jornalista – O Estado de S. Paulo, 08-06-2021.

 

Bando de alucinados

“As duas pontas já estão desencapadas: o vínculo comprovado com as milícias e a obsessão de armar e ampliar a munição de civis. Se Bolsonaro perder a reeleição e um bando de alucinados invadir o Congresso e o Supremo, o que fará a PM? E como reagirão as Forças Armadas? Esse risco é tão óbvio que só não vê quem não quer. O Exército não quer ver? E a Marinha? E a Aeronáutica? Todos vão tapar olhos, ouvidos e bocas, esperando o carnaval chegar? – Eliane Cantanhêde, jornalista – O Estado de S. Paulo, 08-06-2021.

 

Vítimas invisíveis da covid

“Jamerson deixou Alagoas, um dos Estados com maior índice de desemprego do País, para buscar uma oportunidade no agro goiano. Pretendia eventualmente levar para uma vida melhor os filhos de 4 e 9 anos. Conseguiu um emprego, com carteira assinada, e ligou para contar para a família. No dia seguinte, começaram os sintomas de covid. Faleceu dias depois. Com dinheiro somente para cuidar das crianças, ninguém da família pode ir a Goiás, onde Jamerson foi sepultado a milhares de quilômetros de sua cidade. Ele tinha 29 anos. A história foi contada por Galtiery Rodrigues, do Metrópoles. Com a mudança no perfil de óbitos da pandemia, com maior participação de jovens, as variantes agora deixam mais órfãos. Vítimas invisíveis da covid que viverão não apenas a perda e o trauma, mas também a vulnerabilidade à miséria, especialmente em famílias como a de Jamerson” – Pedro Fernando Nery, doutor em economia – O Estado de S. Paulo, 08-06-2021.

 

Mais pessoas mais pobres

“Por diversas razões, a pandemia vitima mais pessoas mais pobres. E suas famílias podem não contar com uma rede de proteção que foi a base de onde se expandiu os Estados modernos: a pensão por morte. Para deixar pensão, é preciso contribuir para o sistema previdenciário. Empregados com carteira, como Jamerson seria, podem deixar o benefício. Mas desempregados ou empregados informais não, mesmo que suas famílias fiquem mais vulneráveis à miséria. Esse não seria um problema tão grave se houvesse algum benefício infantil robusto no País, como existem em muitos países desenvolvidos” – Pedro Fernando Nery, doutor em economia – O Estado de S. Paulo, 08-06-2021.

 

2021 e a quantidade de novos órfãos no Brasil

“Segundo a Fiocruz, foi na faixa etária entre 20 a 29 anos que os óbitos mais aumentaram entre o início do ano e o auge da segunda onda. O crescimento foi de mais de 1.000% no período. A partir do momento em que mais jovens passam a morrer vítimas da pandemia, deve haver um aumento também do número de crianças que perdem o pai ou a mãe. Pela natureza cruel dessa crise, em que familiares se contagiam, também deve estar crescendo a quantidade de filhos sem ambos os pais. Assim, 2021 pode entrar em nossa história pela quantidade de novos órfãos no Brasil” – Pedro Fernando Nery, doutor em economia – O Estado de S. Paulo, 08-06-2021.

 

Crianças pobres e a pandemia que nunca vai acabar

“O Brasil precisa discutir logo como abraçar as crianças pobres para quem a pandemia nunca vai acabar” – Pedro Fernando Nery, doutor em economia – O Estado de S. Paulo, 08-06-2021.

 

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