Igreja Anglicana examina suas basílicas: símbolos e estátuas de escravagistas serão demolidos

Igreja Anglicana de Canterbury

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11 Mai 2021

 

O revisionismo colonialista também atinge a Igreja Anglicana que promoveu uma incrível ação para examinar se seus monumentos - igrejas e catedrais espalhadas por todo o Reino do Reino - contêm referências constrangedoras e politicamente incorretas sobre a escravidão. Se contiverem elementos visivelmente racistas, podem inclusive ser removidos. Na prática, deve ser publicado em breve um guia pedindo às paróquias e catedrais para que seja feito um controle nos edifícios em busca de símbolos, evidências, imagens que possam ser inadequados ou ofensivos.

A reportagem é de Franca Giansoldati, publicada por Il Messaggero, 09-05-2021. A tradução é de Luisa Rabolini.

O próximo passo será estudar quais ações realizar, incluindo, nos casos mais complicados, a remoção. Claro, esses seriam casos limítrofes, caso contrário, poderia ser suficiente afixar uma placa sob o monumento com explicação e contextualização histórica para explicar o que é retratado e em que contexto histórico foi concebido.

O programa de revisionismo histórico foi ativado depois que Justin Welby, o arcebispo de Canterbury, pediu para prosseguir na esteira do movimento mundial Black Lives Matter. No verão passado, isso levou à demolição da estátua de um notável inglês do século XVII com um passado escravagista incontestável.

Enquanto isso, uma força-tarefa antirracista criada pelos arcebispos de Canterbury e York no mês passado exortou a Igreja Anglicana a tomar medidas concretas e decisivas e, explica o The Guardian, isso servirá para resolver o legado de seu envolvimento no comércio de escravos.

Nesse ínterim, a Catedral de Bristol já removeu uma estátua, em Sussex, duas lápides com insultos de fundo racial foram removidas e em outra igreja a estátua de um escravagista foi guardada.

 

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