Áustria. Após o Responsum do Vaticano, o bispo de Innsbruck pede desculpas aos casais homossexuais

Foto: PxHere

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

29 Março 2021

 

O bispo de Innsbruck Hermann Glettler tomou posição na noite de quarta-feira em uma entrevista ao ZiB Night sobre o decreto do Vaticano que proíbe a bênção de casais homossexuais. Ele proferiu palavras críticas e pediu desculpas aos casais atingidos.

A reportagem é publicada por ORF.at e Gionata, 27-03-2021. A tradução é de Luisa Rabolini.

"Nunca se deve considerar que se abençoou o suficiente", disse Glettler. A este respeito, a sua posição, “e a de muitos bispos e também de muitos pastores, é que as pessoas que expressamente pedem uma bênção e desejam trilhar este caminho com a Igreja não deveriam ter a bênção negada”.

No entanto, ele não quis que isso fosse entendido como um chamado à desobediência contra Roma. Ele ficou "decepcionado" "com esta declaração oficial do Magistério". Segundo Glettler, o decreto limita o trabalho pastoral e "não deixa margem de manobra". O acompanhamento é muito importante: ele sabe que "estes casais" estão "em boas mãos" nas dioceses.

É necessário um processo de aprendizagem

Há “uma dificuldade em nossa Igreja para avaliar positivamente a homossexualidade vivida, porque há uma discrepância com a ordem da criação”. A Igreja “ressalta o que está posto nas sagradas escrituras: Deus criou o homem como homem e mulher”.

É necessário um processo de aprendizado sobre como a Igreja deve avaliar a homossexualidade vivida. Exigiu paciência: “talvez esta decisão, que ficou muito incômoda para nós e que agora também nos causou muita irritação e decepção”, seja também um impulso para conduzir este debate fundamental de uma nova forma, afirmou o bispo que, no Conferência Episcopal Austríaca, é responsável pelo matrimônio e família.

A todos aqueles que “foram atingidos, que agora se sentem novamente rejeitados pela Igreja, peço perdão”, disse o bispo de Innsbruck.

 

Leia mais