Os bispos alemães pedem “calma” ao Vaticano na polêmica sobre a intercomunhão entre católicos e prostestantes

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23 Setembro 2020

“Avançar com a intercomunhão era o que se queria, mas se nos dizem ‘Não é assim’, perguntarei, ‘Como?’”, afirmou dom Georg Bätzing, presidente da Conferência Episcopal Alemã.

A reportagem é de Jesús Bastante, publicada por Religión Digital, 22-09-2020. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

O presidente dos bispos alemães Georg Bätzing pediu “calma” ao Vaticano depois que a Doutrina da Fé criticou o documento do grupo de trabalho ecumênico de teólogos católicos e protestantes sobre a participação na Eucaristia (ou a Ceia do Senhor) de membros das duas confissões cristãs.

“Alguns pontos da crítica de Roma são apropriados. Outros, não aparecem no documento”, defendeu Bätzing no início da Assembleia Geral dos Bispos Alemães. O episcopado do país havia previsto que o modelo de intercomunhão pudesse ser usado no Congresso da Igreja Ecumênica que será celebrado em Frankfurt no ano que vem, e seu presidente manteve o programa. Agora, os bispos terão que discutir as objeções levantadas pela Doutrina da Fé. O grupo de teólogos católicos e protestantes também o fará, enquanto Bätzing preparará uma declaração de resposta à Roma.

Uma contribuição à discussão

Perguntado sobre a polêmica, Bätzing admitiu que para alguns bispos a carta da Doutrina da Fé foi recebida como “uma sonora bofetada na cara” dos bispos alemães, e para ele próprio, ainda que ele não veja assim. Em sua opinião, a proposta de intercomunhão “é uma contribuição à discussão”, que agora “deve ser recebida na Igreja Católica e na Protestante”.

“É o que se queria, porém se nos dizem ‘não é assim’, perguntarei ‘Como’?”, explicou Bätzing.

O tema da intercomunhão não é o único tema polêmico entre os bispos alemães, imersos na discussão do Caminho Sinodal. A ordenação de mulheres é outro dos âmbitos de debate, que se polarizou depois das duras críticas do cardeal Woelki, quem chegou a advertir do risco de uma “Igreja nacional alemã”.

Diante disso, o presidente do episcopado destacou que “a Igreja na Alemanha é parte integral da Igreja universal, não há nenhuma intenção de separar-se”. Ao mesmo tempo, comprometeu-se a receber grupos progressistas como “Maria 2.0” ou os grupos de vítimas de abusos. “É meu dever”, apontou, destacando que um dos pontos da ordem do dia da assembleia é estabelecer um procedimento mais concreto para realizar o pagamento de indenizações aos sobreviventes da pedofilia clerical.

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