Graduação em Ecologia Integral: Gregoriana sedia iniciativa comum de universidades e faculdades pontifícias de Roma

Foto: Pixabay

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06 Novembro 2019

“Cada um, no seu próprio âmbito profissional e na diversidade da vida, pode fazer algo para melhorar este mundo. Não se deve ficar fechado em si mesmo, mas é preciso fazer rede. Este título recém-obtido me deu a grande oportunidade de me conectar e interagir com pessoas que trazem no coração a nossa casa comum”: foi o que disse Fabio Massimo Battaglia, jovem graduado em Direito, que, na tarde de quinta-feira, 31 de outubro, obteve o Joint Diploma em Ecologia Integral durante uma cerimônia realizada na Pontifícia Universidade Gregoriana.

A reportagem é de Francesco Ricupero, publicada em L’Osservatore Romano, 05-11-2019. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Trata-se de uma iniciativa que, pela primeira vez, reúne todas as universidades e faculdades pontifícias de Roma, com o objetivo de promover e divulgar a mensagem da encíclica Laudato si’, educando para iniciar iniciativas virtuosas.

Essa inédita “Aliança pela Casa Comum” representa algo único no panorama universitário pontifício que, no entanto, à luz da constituição apostólica Veritatis gaudium, quer se propor como modelo para mais colaborações, como o recente Joint Diploma sobre o pensamento de São Tomás de Aquino.

“A Laudato si’ – disse o cardeal Pedro Ricardo Jimeno Barreto, arcebispo de Huancayo e vice-presidente da Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam) – nos ajuda a olhar a natureza com os olhos de Deus, para chegar a uma sinodalidade. Tudo está interligado, e todos devemos contribuir para melhorar este mundo, cada um com a sua própria contribuição.”

O purpurado, refletindo sobre o recém-concluído Sínodo dos Bispos para a Amazônia e recordando os múltiplos convites do papa Francisco, exortou a todos a viverem em sobriedade para permitir a todos uma vida digna. “É um chamado forte aos fiéis a uma abertura do coração, a uma conversão, a uma escuta pela ecologia integral, uma conversão ecológica e cultural. Devemos caminhar em sinodalidade – enfatizou ainda o cardeal –, escutar os outros e, sobretudo, escutar o grito dos povos amazônicos que sofrem abusos e violências. Escutemos os pobres e aqueles que não têm voz.”

No total, 57 pessoas receberam o diploma das mãos do cardeal, na presença do reitor padre Nuno da Silva Gonçalves: catequistas, sacerdotes, freiras e agentes de pastoral. Durante um ano, além de aprofundar as temáticas ambientais, eles também tiveram a possibilidade de desenvolver as melhores práticas em matéria de justiça ecológica, economia sustentável e educação ecológica.

E, precisamente sobre essas temáticas, todas inspiradas na encíclica, o padre Pedro Walpole, coordenador da rede mundial Ecojesuit, também se pronunciou. “A Laudato si’ é uma semente, uma semente de sabedoria que agora devemos ir plantar. Não colocá-la em um simples vaso. Devemos ir em missão. Cada um de nós deve sair e plantar essa semente na diversidade do mundo. Só desse modo é que todos possam participar do seu crescimento e se beneficiar das suas folhas e das suas flores. Assim, de novo, a semente cresce e se torna mais forte. Outros também plantarão as suas sementes, para que a floresta se torne comunidade.”

As inscrições para a terceira edição do curso estão abertas até o dia 11 de novembro.

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