Os bispos alemães revolucionam o sistema de indenização das vítimas de abusos sexuais

Bispos alemães | Foto: KNA

Mais Lidos

  • Entrevista com a inteligência artificial Claude, a IA atacada por Trump

    LER MAIS
  • “A discussão sobre soberania digital e dependência tecnológica não pode ser separada da dimensão socioambiental”, adverte professor da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Amazonas (UFAM)

    Expansão de data centers no Brasil: “Quem recebe os benefícios da infraestrutura digital e quem suporta seus custos ambientais e territoriais?” Entrevista especial com Hamilton Gomes de Santana Neto

    LER MAIS
  • O jornalista Gareth Gore detalhou os escândalos do Opus Dei ao Papa: "Deve ser considerada uma seita abusiva"

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

27 Setembro 2019

A Assembleia Plenária da Conferência Episcopal Alemã aprovou em sua reunião de outono um aumento significativo da compensação que receberão as vítimas de abusos sexuais em instituições eclesiais. O bispo de Trier, Stephan Ackermann, confirmou que desde 2001 o episcopado alemão destinou 9 milhões de euros para indenizar 2100 vítimas que denunciaram tais abusos às dioceses.

A reportagem é publicada por Vida Nueva, 26-09-2019. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

Uma comissão regulará agora as compensações já que nesse momento estão debatendo em torno de duas modalidades (uma de 300 mil euros e outra entre 40 e 400 mil euros, segundo a gravidade do caso). Ademais, se suavizam os estigmas que podem sofrer as vítimas simplificando o processo com “um procedimento geral, no qual a pessoa em questão não tem que apresentar e provar todas as consequências danosas para a vida do abusado sexualmente”, explicou.

Preparando o Sínodo alemão

Essas decisões surgem depois do profundo relatório que as dioceses alemãs fizeram há um ano. Nele se calculavam que entre 1946 e 2014 poderiam ter ocorrido 3677 casos de abusos por parte de 1670 presbíteros. Esse estudo está, entre outros motivos, na origem da abordagem do chamado “caminho sinodal”.

Os dados e as novas medidas são uma confirmação da assembleia entre leigos e bispos que, sim bem tem alguns receios por parte da Cúria romana, segue adiante para a próxima primavera. Nesse sentido se pronunciou o presidente da Conferência Episcopal, o cardeal Reinhard Marx, na sessão inaugural da plenária em Fulda, na segunda-feira, 23-09, e o núncio apostólico do Papa na Alemanha, Nikola Eterovic, que fez um chamado à unidade entre a Igreja universal e as igrejas particulares. A sessão da tarde de quarta-feira, 25-09, de fato, esteve dedicada às contribuições dos bispos alemães ao Sínodo da Amazônia.

Leia mais