Rabindranath Tagore na oração inter-religiosa desta semana

Ilustração de Paulo Sérgio Talarico

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01 Dezembro 2017

Neste espaço se entrelaçam poesia e mística. Por meio de orações de mestres espirituais de diferentes religiões, mergulhamos no Mistério que é a absoluta transcendência e a absoluta proximidade. Este serviço é uma iniciativa feita em parceria com o Prof. Dr. Faustino Teixeira, teólogo, professor e pesquisador do PPG em Ciências da Religião da Universidade Federal de Juiz de Fora - MG.

Recreio

Quando era você quem me divertia,
jamais indaguei quem era.
Desconhecia timidez ou medo;
minha vida era entusiasmada.

De manhã cedo, Você me despertava
como um companheiro,
guiando-me a correr pelas
clareiras da floresta.

Naqueles dias, nunca procurei saber
o sentido das canções
que Você me cantava:
Minha voz entoava as melodias,
meu coração dançava credenciado.

Agora que o recreio acabou,
que súbita visão é esta que me aparece?
Com olhos deitados aos Seus pés,
o mundo se assombra
com as estrelas silenciosas.

Fonte: O coração de Deus. Poemas místicos de Rabindranath Tagore. Rio de Janeiro: Ediouro, 2003, p. 79.

Tagore | Fto: Autor Desconhecido - CC

Rabindranath Tagore (1861-1941): Poeta indiano e primeiro romancista não-europeu a ser agraciado com o Prêmio Nobel de Literatura, além de ter recebido o título de Cavaleiro britânico (SIR), do qual abdicou quatro anos depois em protesto à política adota pela Inglaterra em relação à Índia. Tagore foi responsável pela modernização da literatura e da música bengali e sua obra está marcada pelo lirismo, coloquialismo, naturalismo e pela contemplação. Em 1901 o escritor fundou a escola de filosofia em Santiniketan e mais tarde a  Universidade Visva-Bharati. Suas principais obras são Gitanjali (Ofertas de Música), Gora (Enfrentamento Justo) e Ghare-Baire (A Casa e o Mundo).