As Filipinas em mãos criminosas

Mais Lidos

  • EUA: Conferência Episcopal apresenta parecer jurídico como ‘amicus curiae’ em caso de não discriminação contra LGBTQ+

    LER MAIS
  • ​Sociólogo analisa a conjuntura eleitoral e os possíveis desfechos da eleição de domingo. “Diria que hoje, para sermos mais conservadores na análise, os dois vão para o segundo turno com um viés de alta para o Lula”

    Eleições 2026: “Brasil pode entrar numa rota de conflito interno e de ingovernabilidade radical”. Entrevista especial com Rudá Ricci

    LER MAIS
  • O mundo pós-Trump: a reconstrução da governança ambiental global. Artigo de Carlos Bocuhy

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

13 Mai 2016

A opinião é expressa pelo editorial, sob o título acima, publicado pelo jornal português Público, 12-05-2016.

Eis o texto.

Não foi preciso Donald Trump para o mundo de hoje se habituar a ver coisas que até aqui tinha por impensáveis. Nas Filipinas, país com uma história sangrenta, acaba de ser eleito Presidente um homem que se assume como criminoso. Chama-se Rodrigo Duterte, tem 71 anos, e disse durante a campanha qualquer coisa como isto: “Esqueçam as leis de Direitos Humanos. Se eu chegar ao palácio presidencial, farei o que fiz enquanto autarca. Vocês, traficantes de droga e os que não fazem nada, bem podem desaparecer. Porque enquanto autarca eu matar-vos-ia.” Além disso, ao falar de uma freira que foi assassinada num motim prisional em Davao, em 1989, disse (e há um vídeo a prová-lo) que ela era tão bonita que ele não se importava de ser o primeiro a violá-la. Mesmo assim foi eleito, com 38,6% e 15,8 milhões de votos. Confiam nele, diz-se, para dirimir um conflito com a China. Se o fizer da mesma forma que apoia esquadrões da morte, teme-se o pior.