''O papa governou o Sínodo com o seu silêncio.'' Entrevista com Alberto Bobbio

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22 Outubro 2014

O sítio Il Sismografo, 20-10-2014, dirigiu-se a alguns colegas vaticanistas para pedir-lhes uma contribuição de análise e de comentário sobre a importância Assembleia extraordinária sinodal dedicada à família.

Alberto Bobbio, editor-chefe da revista Famiglia Cristiana, nos ofereceu a sua reflexão em resposta a esta pergunta: "Sem entrar em complexos aprofundamentos, qual a característica ou reflexão que mais lhe chamou a atenção ou que você considera de notável relevância desse Sínodo?". A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eis a resposta.

1) O papa governou o Sínodo com o seu silêncio.

2) A amplitude e a profundidade do debate resultante do relatório de médio prazo e do dos círculos menores, sem entrar no mérito das posições.

3) A decisão do papa de publicar o relatório final com os números dos votos, para que todos possam refletir sobre a medida do consenso.

4) Os padres sinodais que votaram contra a Mensagem e aqueles que votaram contra Joseph Ratzinger e o Catecismo da Igreja Católica no famoso parágrafo 55 da Relatio Synodi.

5) O papel dos leigos, especialmente dos casais de esposos, com exceção do casal australiano e brasileiro, que se autocelebraram ou talvez se autocensuraram. Muito mais "parresia" nas intervenções dos eclesiásticos. Talvez sobre esse ponto valeria a pena que a Secretaria do Sínodo fizesse uma reflexão em vista do próximo ano.

6) Dentre as coisas que mais me chamaram a atenção está o voto contrário, um só, ao parágrafo 21 da Relatio Synodi, que começa com estas palavras: "O dom recíproco constitutivo do matrimônio sacramental está enraizado na fé do batismo, que estabelece a aliança fundamental de cada pessoa com Cristo na Igreja (...) Deus consagra o amor dos esposos e confirma a sua indissolubilidade".