Diocese expulsa discípulo do padre Giussani, fundador de CL

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01 Julho 2014

No encontro do Comunhão e Libertação, os jovens o aclamavam. No colégio, "Shakespeare", como era conhecido, era um líder e um pai. O padre Mauro Inzoli (foto), o discípulo do padre Giussani, próximo de Roberto Formigoni, ex-presidente do Banco Alimentare, agora não poderá nem mesmo pôr os pés na diocese de Crema, onde foi pároco até 2010.

A reportagem é de Alex Corlazzoli, publicada no jornal Il Fatto Quotidiano, 28-06-2014. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

A sentença da Congregação para a Doutrina da Fé estabeleceu que o padre ciellino abusava de menores. A notícia foi dada pelo bispo de Crema, Dom Oscar Cantoni: "A Congregação para a Doutrina da Fé, sob encargo do Papa Francisco, me enviou um decreto com o qual inflige uma 'pena medicinal perpétua' contra o padre Inzoli".

No comunicado, a pena é estabelecida: "Em consideração da gravidade dos comportamentos e do consequente escândalo, o padre Inzoli é enviado a uma vida de oração e de humilde reserva. Além disso, prescreve-se que ele se submeta a algumas restrições, cuja inobservância resultará na demissão do estado clerical. O padre Mauro não poderá em público a Eucaristia e os outros Sacramentos nem pregar. Não poderá desempenhar o acompanhamento espiritual com menores ou outras atividades pastorais, recreativas ou culturais que os envolvam. Não poderá assumir papéis de responsabilidade e atuar em entidades com fins educacionais. Não poderá morar na diocese de Crema, nem entrar nela, nem desempenhar nela qualquer ato ministerial. Também deverá realizar, ao menos por cinco anos, uma adequada psicoterapia".

Adeus aos belos hábitos, aos almoços e aos jantares em restaurantes de luxo de Milão. "Don Mercedes", como o chamavam na diocese, dada a sua paixão pelo sedan alemão, terá que levar uma vida reservada.