“Devemos amar a todos, inclusive aos que advogam pelo aborto”, afirma o cardeal O’Malley

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Por: Jonas | 09 Agosto 2013

O cardeal estadunidense e assessor do papa Francisco, Sean O’Malley (foto), respondeu aos temores de alguns católicos de que o Pontífice não se pronunciou com a suficiente energia contra o aborto. Em um discurso na terça-feira, à organização católica de homens Knights of Columbus, o cardeal de Boston, Sean O’Malley, disse que Francisco prefere destacar o amor e a compaixão como sustentos do magistério da Igreja. Com isso, Francisco espera “abrir os corações” em um mundo cada vez mais secular, disse o prelado.

 
Fonte: http://goo.gl/KPx83O  

A reportagem é publicada no sítio Religión Digital, 08-08-2013. A tradução é do Cepat.

“Somos contra o aborto, não porque somos maus ou antiquados, mas porque amamos as pessoas. Isso é o que devemos mostrar ao mundo”, disse O’Malley. “Devemos amar a todos, inclusive aos que advogam pelo aborto. Apenas se os amamos poderemos ajudá-los a descobrir o quanto é sagrada a vida de uma criança que não nasceu”.

Francisco realizou poucas declarações diretas sobre o aborto, o matrimônio ou outros assuntos sociais polêmicos, desde a sua eleição há cinco meses. Muitos católicos aplaudiram a mudança de enfoque por considerar que a Igreja rejuvenesce, mas outros temem que ele não combate o aborto com suficiente energia.

Os predecessores imediatos de Francisco no Vaticano, Bento XVI e João Paulo II, deram importância prioritária ao aborto durante seus pontificados.

O’Malley, que falou em Santo Antonio, durante a reunião anual da organização, é um dos oito cardeais designados pelo Papa para assessorá-lo sobre o governo da Igreja e a reforma da burocracia vaticana, repleta de escândalos.

“O Santo Padre nos mostra muito claramente que nossa luta não é somente uma batalha política ou um problema legal, mas que devemos evangelizar e humanizar a cultura, e então o mundo será seguro para os não nascidos, os anciãos e os improdutivos”, disse O’Malley.

“Se seremos ouvidos no mundo de hoje, será porque as pessoas reconhecerão a autenticidade de nossas vidas e nossa dedicação para construir uma civilização do amor”.