Colômbia. Negociam, mas também combatem

Mais Lidos

  • Conscientização individual dos efeitos das mudanças climáticas aumenta, mas enfrentamento dos eventos extremos depende de ação coletiva, diz pesquisador da Universidade de Santa Cruz (Unisc)

    Dois anos após as enchentes: planos de governo das prefeituras gaúchas não enfrentam as questões climáticas. Entrevista especial com João Pedro Schmidt

    LER MAIS
  • ‘Grande Sertão: Veredas’ e suas questões. Artigo de Faustino Teixeira

    LER MAIS
  • Como Belo Monte mudou para sempre o Xingu

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

Por: André | 07 Setembro 2012

No mesmo dia em que o governo colombiano manifestou sua intenção de avançar no processo de paz com as Força Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), morreram quatro membros da organização. Entre as vítimas encontra-se o chefe de uma célula que opera no nordeste da Colômbia.

A reportagem está publicada no jornal argentino Página/12, 06-09-2012. A tradução é do Cepat.

Enquanto estavam sendo divulgados os nomes da equipe designada para negociar a paz com as FARC, a Força Aérea informou que o fato aconteceu em um bombardeio efetuado nesta quarta-feira no departamento (Estado) de Santander. A operação foi executada por essa força a partir de informações de inteligência da Polícia Nacional, que localizou um acampamento da Companhia Móvel Bari da frente 33 das FARC em um setor rural do município de Hacarí, próximo à fronteira com a Venezuela. Após os ataques dos aviões militares foram encontrados os corpos de quatro guerrilheiros, entre eles “Danilo García” (apelido), o chefe máximo dessa célula, e sua companheira. O chefe guerrilheiro, cujo nome verdadeiro é José Epimenio Molina, era pedido em extradição pelos Estados Unidos por narcotráfico e tinha contra si nove ordens de prisão por terrorismo, rebelião, tráfico de drogas, homicídio e sequestro. Segundo notícias divulgadas por diversos canais, García era amigo próximo do líder máximo das FARC, Rodrigo Londoño, apelidado de “Timochenko”, que se move por setores da fronteira com a Venezuela, segundo os organismos de inteligência.

O governo colombiano oferecia uma recompensa de 800 milhões de pesos, cerca de 442 mil dólares, por informações que permitissem a prisão de García. O Exército informou na quarta-feira que, em outra operação militar, foi morta Yorleny Valencia, codinome “Johana”, quinta na estrutura de comando da coluna Teófilo Forero das FARC, que opera no sudoeste do país.

O governo e as FARC anunciaram na quarta-feira que no começo de outubro próximo iniciarão, na Noruega, um processo de paz que depois será transferido para Cuba. As partes decidiram iniciar as negociações sem um pacto prévio de cessar-fogo.