Doutrina da Igreja é 'irrevogável', diz papa

Mais Lidos

  • Observando em perspectiva crítica, o que está em jogo no aceleracionismo é quem define o ritmo das questões sociais, políticas e ambientais

    Aceleracionismo: a questão central do poder é a disputa de ritmos. Entrevista especial com Matheus Castelo Branco Dias

    LER MAIS
  • Em decisão histórica, Senado rejeita nome de Messias ao STF

    LER MAIS
  • Entre a soberania, o neoextrativismo e as eleições 2026: o impasse do Brasil na geopolítica das terras raras. Artigo de Sérgio Botton Barcellos

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

07 Abril 2012

O papa Bento XVI reagiu com vigor ontem ao Apelo à Desobediência, um manifesto assinado por um grupo de padres austríacos que, em junho do ano passado, decidiu adotar iniciativas contrárias à orientação de Roma para forçar mudanças na Igreja Católica. O papa citou a ordenação de mulheres, uma das reivindicações do grupo, como exemplo de rebeldia contra uma doutrina "irrevogável".

A reportagem é de José Maria Mayrink e publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, 06-04-2012.

Bento XVI fez as declarações na homilia da Missa do Crisma, da Quinta-feira Santa, dia dedicado à instituição do sacerdócio e da eucaristia.

O papa adiantou que quer dar crédito aos autores do apelo "quando afirmam estar convencidos de que se deve enfrentar a lentidão das instituições com meios drásticos para abrir novos caminhos, para colocar a Igreja à altura dos tempos de hoje", mas questionou se a desobediência é o caminho para renovar a Igreja.

No manifesto, interpretado pelo arcebispo de Viena, cardeal Christoph Schönborn, os 337 signatários (de um total de 4 mil padres austríacos) estabelecem sete pontos para forçar mudanças.

Entre eles, destacam-se a ordenação sacerdotal de mulheres e de homens casados, assim como a distribuição da eucaristia para divorciados que vivem em nova união.