Estudo revela sinais de consciência em pacientes vegetativos

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11 Novembro 2011

Três pessoas com danos cerebrais graves consideradas em estado vegetativo irreversível mostraram sinais de consciência plena quando testadas com um método mais barato de medir ondas cerebrais. Especialistas dizem que as descobertas, se puderem ser reproduzidas, podem mudar as normas de tratamento.

A reportagem é do jornal The New York Times e reproduzida pelo jornal O Estado de S. Paulo, 11-11-2011.

Pesquisadores tinham detectado atividades cerebrais responsivas e significativas nesse tipo de paciente por meio de ressonância magnética. Mas o novo estudo, da revista The Lancet, é o primeiro a demonstrar que sinais claros de conhecimento consciente podem ser detectados por um aparelho de eletroencefalograma (EEG). Estima-se que 25 mil americanos com danos cerebrais vivem em estado vegetativo.

"Não se deve introduzir algo assim na prática clínica rotineira até que testes mais amplos em várias clínicas confirmem seu valor", disse Joseph Giacino, diretor de neuropsicologia de reabilitação no Hospital Spaulding. "Mas parece que há não apenas um pouco, mas muita consciência" em pacientes considerados não responsivos, completou.

Os esforços para estabelecer se um paciente tem consciência são angustiantes para os parentes. O caso de Terri Schiavo, uma mulher da Flórida que se tornou não responsiva após uma parada cardíaca e foi privada de suporte vital em 2005, tornou-se um caso controverso. Médicos dizem que é improvável que o teste de EEG teria mudado o diagnóstico no seu caso.

A equipe da pesquisa, chefiada por Damian Cruse e Adrian Owen da Universidade de Ontário Ocidental, deu instruções simples a 16 pessoas em estado vegetativo: toda vez que ouvir um bip, imagine-se fechando a mão direita. Os sujeitos receberam essa tarefa e outra - se ouvir um bip, mexa os dedos dos pés - e foram submetidos a 200 repetições.

Em pessoas saudáveis que executaram essas instruções, o EEG captou um padrão claro no córtex pré-motor; o sinal elétrico associado à mão foi distinto do sinal associado aos dedos do pé. Os cérebros das três pessoas "vegetativas" tiveram o mesmo resultado. "Isso é cerca de 20% do grupo de pacientes produzindo respostas idênticas às de voluntários saudáveis", disse Owen. "Acho que isso é um forte sinal de nossa incapacidade de diagnosticar corretamente pessoas em estado vegetativo."