Sudão do Sul: missionários verbitas são forçados a deixar o país devido aos ataques contínuos contra a sua missão

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

29 Agosto 2016

Os verbitas deixam o Sudão do Sul. É o triste resultado de uma prolongada série de ataques brutais contra a missão de Lainya, onde estão presentes muitos refugiados, também da Uganda.

A nota é do Servizio Informazione Religiosa (SIR), 25-08-2016. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

A violência desestabilizou a região e colocou em grave perigo a população e os missionários da Sociedade do Verbo Divino. O futuro parece sombrio para o Sudão do Sul.

Os verbitas decidiram abandonar a sua missão fundada em 2012, confirmando: "No fim, sentimo-nos espectadores impotentes, capturados em um vórtice de inveja, ódio e violência sem fim", confirmou o missionário verbita padre Francis Joseph Naduviledathu ao portal da Igreja alemã Katholisch.de.

Os militares e as milícias dos rebeldes combateram "lutas brutais" em Lainya, confirmou o missionário, afirmando que "a paz continua sendo um sonho distante no Sudão do Sul".

Uma noite, soldados do governo bêbados atiraram selvagemente pelas ruas de Lainya, contou o padre Naduviledathu, e, no fim de julho, a missão foi atacada pelos soldados: "Eles nos intimidaram com as suas armas, escolheram dois dos ugandeses refugiados na missão, arrastaram-nos pelas imediações da igreja e atiraram contra eles. Um dos ugandenses morreu na hora", contou o padre Francis Joseph, confirmando como "improvável" um retorno ao Sudão do Sul em um curto espaço de tempo.