Japão: bispos contra a energia nuclear

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14 Novembro 2011

Os líderes espirituais católicos do país asiático não têm nenhuma dúvida: é necessário "pôr fim à energia nuclear agora, fazer as contas com o desastre do trágico acidente de Fukushima".

A reportagem é do sítio Vatican Insider, 11-11-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

De Sendai, a província mais afetada pelo terremoto de março deste ano, onde a Conferência Episcopal do Japão se reuniu, os bispos publicaram um texto em que a Igreja toma partido explicitamente pelo fim da era nuclear no Japão. A agência Ucanews retomou a notícia, que foi republicada pelas agências Fides e MissiOnline. A postura dos bispos não deixa margem a interpretações.

Atualmente, são 54 as usinas nucleares ativas no país e, de acordo com o documento, cada uma delas "esconde dentro de si o perigo de um possível acidente como o de Fukushima". Para superar essa, é preciso tomar o caminho das energias alternativas. "O Japão – lembram os bispos – tem uma cultura, uma visão nacional e uma tradição de vida em harmonia com a natureza". Mas hoje é preciso refletir sobre uma "adaptação do próprio estilo de vida, que depende excessivamente da energia nuclear". Os bispos japoneses sublinham: "Fim à energia nuclear, agora".

"Depois do desastre de Fukushima", disse o bispo de Niigata, Isao Kikuchisi, presidente da seção Ásia da Cáritas Internacional, "impôs-se uma reflexão. Pedimos que os nossos cidadãos mudem e simplifiquem seus estilos de vida. Hoje, a maior parte da população compartilha os temores pelos efeitos negativos da energia nuclear. Outros pensam que mudar a vida de um país inteiro é impossível, razão pela qual não se deveriam fechar as centrais. Discutimos isso entre os bispos. Talvez, vão nos criticar, mas a realidade é que o bem maior é a proteção da vida e a defesa da Criação. Temos o dever de dizer isso".