Novos jornalistas para novas mídias: a receita do Vaticano

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22 Julho 2011

Depois de fechar a UCIP, a União Mundial dos Jornalistas Católicos, o Vaticano está em busca novas formas para pôr em rede os operadores católicos dos meios de comunicação de todo o mundo que estejam no mesmo ritmo das transformações do jornalismo.

A reportagem é de Alessandro Speciale, publicada no sítio Vatican Insider, 21-07-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

O comunicado com o qual, na semana passada, os Pontifícios Conselhos para as Comunicações Sociais e para os Leigos confirmaram ter rescindido todos os laços com aquela que era, desde 1927, a Associação dos Jornalistas Católicos – explica monsenhor Paul Tighe ao Vatican Insider, secretário do "ministério das Comunicações" do Vaticano – também era "um convite aos jornalistas católicos a pensar quais novas formas de associação poderiam ser úteis".

O mundo da mídia, de fato, mudou profundamente nos últimos anos, com o advento da Internet, dos blogs, da TV digital e de todas as outras formas de comunicação online, destaca o prelado. Daí a necessidade de imaginar novas "formas de associação".

O recente encontro em maio dos blogueiros no Vaticano também foi uma experiência para abrir um caminho pelo qual a Santa Sé se coloca em relação com a mídia e os seus operadores, que já não são apenas os jornalistas no sentido tradicional.

A iniciativa, explica monsenhor Tighe, também deveria começar a partir das próprias organizações em nível nacional da mídia católica, as mesmas que, nos últimos anos, "também haviam assinalado problemas com a UCIP". Nessa frente, acrescenta, "houve alguns contatos" com as várias organizações, mas em um estado absolutamente `preliminar`".

A ruptura com a UCIP, por outro lado, é dolorosa para o Vaticano, que, no seu recente comunicado, também havia destacado as décadas de "válido serviço à evangelização através da imprensa" realizado pela associação. É uma crise, destaca o Pontifício Conselho para as Comunicações, que "vinha de longe, há pelo menos 15 anos".

Uma opinião compartilhada também por Andrew Melodia, presidente da UCSI, a União Católica da Imprensa Italiana: "Eles pediam uma quantidade tão grande de dinheiro para a adesão que era uma loucura, mas, diante dessa demanda econômica, não nos era dado nada". Os últimos relatórios da sua associação com a UCIP remontam há quatro anos. "Depois, desapareceram. Mas os pedidos de contribuições continuavam chegando regularmente".