Ciência, verdade e beleza: as respostas de Hawking

Mais Lidos

  • O intelectual catalão, que é o sociólogo de língua espanhola mais citado no mundo, defende a necessidade de uma maior espiritualidade em tempos de profunda crise

    “O mundo está em processo de autodestruição”. Entrevista com Manuel Castells

    LER MAIS
  • Trump usa a agressão contra a Venezuela para ameaçar os governos das Américas que não se submetem aos EUA

    LER MAIS
  • "É terrível. Trump está sancionando o retorno à lei da selva". Entrevista com Francis Fukuyama

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

18 Mai 2011

Nesta entrevista ao jornal The Guardian, o cosmólogo britânico compartilha seus pensamentos sobre Deus, a morte, a existência humana, a beleza da ciência e o nosso futuro sobre a Terra.

A reportagem é de Ian Sample, publicada no sítio The Guardian, 15-05-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eis a entrevista.

Qual é o valor em saber "por que estamos aqui"?

O universo é governado pela ciência. Mas a ciência nos diz que não podemos resolver as equações, diretamente no abstrato. Precisamos usar a teoria eficaz da seleção natural darwiniana daquelas sociedades com maior probabilidade de sobreviver. Nós lhes atribuímos um valor superior.

Você disse que não há razão para invocar Deus para acender o pavio. Nossa existência está totalmente entregue à sorte?

A ciência prevê que muitos tipos diferentes do universo espontaneamente serão criados do nada. É uma questão de sorte que estamos aqui.

Então, aqui estamos nós. O que devemos fazer?

Devemos buscar o maior valor da nossa ação.

Você teve um susto com a sua saúde e passou um tempo no hospital em 2009. O que você teme da morte – se é que teme?

Eu tenho vivido com a perspectiva de uma morte prematura pelos últimos 49 anos. Eu não tenho medo da morte, mas não tenho pressa de morrer. Eu tenho muita coisa que quero fazer primeiro. Eu considero o cérebro como um computador que vai parar de trabalhar quando seus componentes falharem. Não há céu nem vida após a morte para computadores quebrados. Esse é um conto de fadas para as pessoas que têm medo do escuro.

Quais são as coisas que você acha mais bonitas na ciência?

A ciência é bela quando se dá explicações simples a fenômenos ou conexões entre observações diferentes. Exemplos disso incluem a dupla hélice na biologia e as equações fundamentais da física.