O impasse entre Carmelitas e Arautos do Evangelho em Sucumbíos. Outro episódio

Mais Lidos

  • Apenas algumas horas após receber um doutorado honorário da UAB, essa importante voz da teoria feminista analisa as causas e possíveis soluções para a ascensão do totalitarismo

    “É essencial que a esquerda pare de julgar a classe trabalhadora que vota na direita.” Entrevista com Judith Butler

    LER MAIS
  • O Sínodo apela a "uma mudança paradigmática na forma como a Igreja aborda as questões doutrinais, pastorais e éticas mais difíceis", como as que dizem respeito aos fiéis LGBTQIA+

    LER MAIS
  • “Ameaçando muitos católicos” — Trump difama o Papa Leão XIV 48 horas antes de reunião com Rubio

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

13 Mai 2011

Organizações sociais de Sucumbíos, no Equador, desafiam o Vaticano e não aceitam a saída definitiva dos padres da ordem dos Carmelitas Descalços desta província. Na terça-feira, dezenas de camponeses dos cantões Cascales, Gonzalo Pizarro e Lago Agrio tomaram, durante três horas, a sede municipal deste último cantão, para reiterar que não permitirão a saída dos Carmelitas e a vinda dos Arautos do Evangelho.

A reportagem está publicada no jornal equatoriano El Universo, 11-05-2011. A tradução é do Cepat.

Na semana passada, o Vaticano pediu a saída dos seis sacerdotes carmelitas, para que a congregação dos Arautos pudesse assumir de uma vez por todas. Essa ordem reacendeu o conflito que persiste há seis meses, com a chegada dos Arautos. Nem a nomeação do bispo de Guaranda, Ángel Sánchez, como delegado pontifício para o caso, solucionou o desacordo na comunidade.

Em uma assembleia de final de semana, as organizações indígenas do cantão de Cascales, que estão sendo acompanhados há 45 anos pelos Carmelitas, resolveram impedir a entrada dos Arautos em suas comunidades. "Creio que já é hora de tomar decisões, nossas comunidades estão bem ressentidas pelos maus-tratos que fazem aos nossos sacerdotes", assinalou Pedro Grefa, dirigente da União dos Povos Indígenas de Cascales, que agrupa 22 organizações indígenas.

Outros grupos tomaram atitude similar. Os Arautos, por sua vez, guardaram silêncio frente à postura adotada por parte da população.