Na Áustria, paróquias são dirigidas por leigos

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Por: André | 22 Setembro 2012

A reforma que o cardeal de Viena Christoph Schönborn acaba de lançar se parece muito a uma pequena revolução. Um plano para reordenar e redistribuir as paróquias que considera a crise das vocações e a diminuição do clero diocesano, mas que, ao mesmo tempo, julga positivo o protagonismo dos leigos na Igreja, tradição do catolicismo austríaco das últimas décadas.

A reportagem está publicada no sítio Vatican Insider, 20-09-2012. A tradução é do Cepat.

Assim, caminha-se ao encontro de comunidades menores dirigidas por leigos; além disso, alguns conjuntos destas comunidades serão considerados como paróquias e estarão dirigidas por sacerdotes e leigos, embora seja o religioso quem terá a última palavra. Este é um dos aspectos mais significativos do plano de reforma que o arcebispo de Viena apresentou nesta quinta-feira.

“Devemos libertar-nos da imagem tradicional segundo a qual a Igreja existe apenas quando está presente um sacerdote”, disse o cardeal austríaco. Além disso, indicou que seria preciso reafirmar “o sacerdócio comum de todos os batizados”. Trata-se de dar vida a uma “nova colaboração entre sacerdotes e leigos em base em sua comum vocação cristã”.

A este respeito o plano prevê que nos próximos 10 anos, as 660 paróquias existentes sejam reduzidas e sejam agrupadas em entidades maiores, mas compostas por “filiais” individuais para desenvolver melhor as tarefas pastorais e diocesanas.

“Mais comunidades locais dirigidas por leigos – explicou o cardeal – formam em seu conjunto uma nova paróquia que será dirigida conjuntamente por sacerdotes e leigos com a responsabilidade última de um pároco”. O cardeal Schönborn destacou que a reforma não anula as paróquias: “nas novas paróquias se poderão desenvolver comunidades mais numerosas e mais vivas”, porque “a Igreja deve voltar a ser missionária e estar perto das pessoas nos lugares em que vivem”.

O cardeal também indicou que a reforma implica uma “profunda mudança de perspectiva”, porque “devemos nos afastar da ideia de que a Igreja existe somente ali onde há um sacerdote”, para dar novamente “importância ao princípio do sacerdócio comum” de “todos os batizados”. Para concretizar uma “coexistência de sacerdotes e leigos com base em sua vocação comum de cristãos”.