SBPC vai enviar ao governo federal documento para proteção dos saberes tradicionais

Mais Lidos

  • Pio X e a “participação ativa”: a diferença sagrada entre celebrar e presidir. Artigo de Andrea Grillo

    LER MAIS
  • O intelectual catalão, que é o sociólogo de língua espanhola mais citado no mundo, defende a necessidade de uma maior espiritualidade em tempos de profunda crise

    “O mundo está em processo de autodestruição”. Entrevista com Manuel Castells

    LER MAIS
  • Trump usa a agressão contra a Venezuela para ameaçar os governos das Américas que não se submetem aos EUA

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

28 Julho 2012

A presidenta da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Helena Nader, disse hoje (27) que a entidade vai enviar ao governo federal documento com propostas para a proteção dos saberes tradicionais.

“Esse diálogo não pode ser perdido, deve ser intensificado. Tenho insistido na proteção dos saberes tradicionais. Na eventualidade de gerar um produto, uma inovação, deve haver um retorno para aquele que tem o saber. O conhecimento foi conservado por comunidades e hoje ainda não existe uma proteção clara”, disse.

A reportagem é de Heloisa Cristaldo e publicada pela Agência Brasil – EBC, 27-07-2012.

Nader destacou a participação popular no evento, que termina hoje. “Houve uma participação significativa da comunidade. Muitas vezes temos uma grande palestra e a plateia parece morta. Este ano, tivemos um envolvimento muito forte do público.”

De acordo com o reitor da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Natalino Salgado, um dos temas com maior destaque na reunião foi o conflito entre a comunidade quilombola e a instalação do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA). “Esse é um dos nossos encaminhamentos da universidade. Vamos fazer reuniões no local sobre o assunto e intermediar a situação que é muito crítica”, disse à Agência Brasil.

Ele salientou que a reunião serviu para popularizar as áreas de ciência e tecnologia no estado. “Tivemos uma frequência acima da média, com a presença de jovens, crianças com seus pais e muitas pessoas da terceira idade. Essa mobilização sobretudo divulgou a ciência para a comunidade com foco cultural, nos conhecimentos tradicionais que podem gerar renda e ajudar no desenvolvimento econômico e social do nosso país.”

De acordo com a organização do evento, 25 mil pessoas de 700 cidades de todos os estados circularam diariamente pelo evento, que termina hoje. Dos 4.816 trabalhos registrados, 4.009 foram aceitos. Do número global, 189 trabalhos foram apresentados por estudantes do ensino médio ou profissionalizante.

As duas próximas reuniões da SBPC já estão marcadas. Em 2013, o encontro acontecerá na segunda quinzena de julho no Recife, em Pernambuco. Em 2014, a reunião será na cidade de Rio Branco, no Acre.