Um padre protetor dos emigrantes deixa o México após sofrer ameaças

Mais Lidos

  • As responsabilidades das Forças Armadas no golpe. Artigo de Jean Marc von der Weid

    LER MAIS
  • Terra Yanomami tem 363 mortes registradas no 1º ano do governo Lula

    LER MAIS
  • “Gostaria de mais casos de anulação de casamento. Ajuda a curar o sofrimento da separação”, afirma cardeal Zuppi

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


Revista ihu on-line

Zooliteratura. A virada animal e vegetal contra o antropocentrismo

Edição: 552

Leia mais

Modernismos. A fratura entre a modernidade artística e social no Brasil

Edição: 551

Leia mais

Metaverso. A experiência humana sob outros horizontes

Edição: 550

Leia mais

Por: André | 17 Mai 2012

O padre Alejandro Solalinde, o defensor dos emigrantes centro-americanos que atravessam o México rumo aos Estados Unidos, abandonará nos próximos dias o seu país após receber seis ameaças de morte nos dois últimos meses. Solalinde, que ganhou notoriedade pública em janeiro de 2007 com a sua firme defesa de um grupo de emigrantes sequestrados e maltratados por policiais de Oaxaca, é hoje, junto com o poeta católico Javier Sicilia, fundador do Movimento pela Paz em defesa das vítimas do narcotráfico, uma das vozes mais fortes da sociedade civil mexicana.

A reportagem é de Luis Prados e está publicada no jornal espanhol El País, 15-05-2012. A tradução é do Cepat.

Solalinde, de 67 anos, decidiu ampliar para dois meses um giro previamente programado pelos Estados Unidos, Canadá e vários países europeus – entre eles provavelmente a Espanha, de acordo com alguns de seus colaboradores –, para permitir que tanto a Procuradoria Geral da República (PGR), como a de Oaxaca investiguem as ameaças anônimas contra o religioso. Esta saída temporária do país obedece às recomendações de segurança da PGR, da Comissão Nacional de Direitos Humanos mexicana, da Anistia Internacional, das Brigadas Internacionais da Paz e do episcopado mexicano.

O religioso fundou, há cinco anos, o abrigo para emigrantes centro-americanos Irmãos do Caminho, de Ixtepec, em Oaxaca, perto da fronteira com a Guatemala. Nele são atendidas as necessidades dos indocumentados, ameaçados em sua viagem pelo narcotráfico e pelas máfias dedicadas ao tráfico de pessoas e de órgãos.

Em declarações ao jornal digital Animal Político, Solalinde nega que se trate de um exílio e garante que irá retornar ao México nos primeiros dias de julho. “Não vou sair por medo”, afirma. “O exílio não vai comigo. Eu estou muito feliz no abrigo para migrantes e nunca fugiria. Eu não tenho medo, pelo contrário, estou muito confiante em relação às coisas que estamos conseguindo e, se faço esta parada, é apenas por obediência. Eu sou missionário e se não me tivessem pedido este tempo para a investigação, não teria aceito sair do país”.

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Um padre protetor dos emigrantes deixa o México após sofrer ameaças - Instituto Humanitas Unisinos - IHU