Clube Militar presta homenagem ao torturador Brilhante Ustra

Mais Lidos

  • A virada do Papa Leão. Artigo de Massimo Giannini

    LER MAIS
  • OMS alerta que a humanidade está à beira de uma pandemia ainda mais devastadora: "O mundo não está mais seguro"

    LER MAIS
  • "A adesão ao conservadorismo político é coerente com uma cosmologia inteira que o projeto progressista rechaça". Entrevista especial com Helena Vieira

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

20 Outubro 2015

Primeiro militar oficialmente reconhecido pela Justiça brasileira como “torturador”, o coronel reformado do Exército, Carlos Aberto Brilhante Ustra, ainda é admirado e tido como exemplo para muitos civis conservadores e outros militares da reserva. Comandante do extinto DOI-Codi – um dos principais órgãos de repressão da ditadura militar ao longo dos anos 70, onde foram torturadas mais de 500 pessoas e assassinadas outras 50 -, Ustra faleceu em decorrência de um câncer na semana passada e foi homenageado pelo Clube Militar.

A notícia foi publicada por Portal Forum, 19-10-2015.

“Ao longo de sua vida militar, o Cel Ustra teve que enfrentar difíceis situações, num período conturbado para o Brasil e para seu Exército. Oficial cônscio de seus deveres, sempre cumpriu as missões recebidas com o máximo de dedicação e proficiência, conquistando o respeito e a admiração dos que tiveram o privilégio de com ele servir. Lamentando o falecimento do distinto associado, o Clube Militar registra suas sentidas condolências à família enlutada”, diz a nota fúnebre publicada no site da entidade.

Ustra estava com 83 anos e sempre negou qualquer acusação. Em algumas ocasiões, no entanto, admitiu “excessos”. Ele já foi citado em inúmeros depoimentos de ex-presos e ex-agentes e já chegou a admitir, inclusive, que utilizava o codinome “Dr. Tibiriçá” – constantemente relatado por vítimas.