“A Igreja não é do Papa, dos bispos, dos sacerdotes, nem sequer dos fiéis, é de Cristo”, prega o Papa Francisco

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

Por: Jonas | 30 Junho 2015

Festa de São Pedro e São Paulo, o dia do Papa. A manhã em que o Santo Padre costuma impor o pálio aos novos arcebispos. Hoje não foi assim, ainda que tenham sido abençoados em uma solene cerimônia, na qual Francisco lhes recordou – entre eles, os espanhóis Cañizares, Osoro, Morga e Jiménez Zamora – que “a Igreja não é do Papa, dos bispos, dos sacerdotes, nem sequer dos fiéis; é de Cristo”, e lhes pediu que sua vida seja reflexo de sua fé. “Ensinai a rezar rezando, anunciai a fé crendo, dai testemunho com a vida”.

A reportagem é de Jesús Bastante, publicada por Religión Digital, 29-06-2015. A tradução é do Cepat.

Francisco iniciou sua homilia recordando “as atrozes, desumanas e inexplicáveis perseguições, que infelizmente perduram ainda hoje em muitas partes do mundo, muitas vezes sob o olhar e o silêncio de todos”, e destacando “a coragem”dos apóstolos, “sem medo da morte e o martírio, no contexto social do império pagão”.

“A comunidade de Pedro e de Paulo nos ensina que uma Igreja em oração é uma Igreja em pé, sólida, a caminho. Um cristão que reza é um cristão protegido, cuidado e sustentado, mas, principalmente, não está sozinho”, destacou Francisco, que disse que “nenhuma comunidade cristã pode avançar sem o apoio da oração perseverante, a oração que é o encontro com Deus, com Deus que nunca falha, com Deus fiel a sua palavra, com Deus que não abandona seus filhos”.

“Tudo passa, só Deus permanece”, apontou o Papa, que ressaltou que “a Igreja fundada sobre Cristo, através de tantas tempestades e apesar de nossos muitos pecados, permanece fiel ao depósito da fé no serviço, porque a Igreja não é dos Papas, dos bispos, dos sacerdotes e tampouco dos fiéis, é única e exclusivamente de Cristo”.

Capazes de fazer milagres: “Os crentes no nome de Cristo ressuscitaram mortos, curaram doentes, amaram seus perseguidores, demonstraram que não existe força capaz de derrotar a quem tem a força da fé”, apontou Bergoglio.

O Papa pediu aos novos arcebispos fé, testemunho e oração. “Uma Igreja ou um cristão sem testemunho é estéril, um morto que acredita estar vivo, uma árvore seca que não dá fruto, um poço seco que não tem água. A Igreja venceu o mal graças ao testemunho corajoso, concreto e humilde de seus filhos”, apontou.

“Hoje, junto com o pálio, gostaria de confiá-los este chamado à oração, à fé e ao testemunho”, disse o Papa aos novos arcebispos, reivindicando que eles sejam “homens de oração, mestres de oração (...); homens de fé, mestres de fé, que ensinem os fiéis a não ter medo dos muitos Herodes que os afligem com perseguições, com cruzes de todo tipo (...); homens de testemunho”, pois “não há testemunho sem uma vida coerente”.

“Hoje não se necessita tanto de mestres, mas, sim, de testemunhas corajosas, convencidas e convincentes, testemunhas que não se envergonhem do Nome de Cristo e de sua Cruz, nem diante dos leões que rugem, nem diante das potências deste mundo”, concluiu o Papa, que agradeceu a presença da delegação do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla, e resumiu em uma frase simples e potente: “Ensinai a rezar rezando, anunciai a fé crendo, dai testemunho com a vida”.