Bispo de Münster suspende padre por apoio à islamofobia

Mais Lidos

  • Observando em perspectiva crítica, o que está em jogo no aceleracionismo é quem define o ritmo das questões sociais, políticas e ambientais

    Aceleracionismo: a questão central do poder é a disputa de ritmos. Entrevista especial com Matheus Castelo Branco Dias

    LER MAIS
  • Entre a soberania, o neoextrativismo e as eleições 2026: o impasse do Brasil na geopolítica das terras raras. Artigo de Sérgio Botton Barcellos

    LER MAIS
  • Em decisão histórica, Senado rejeita nome de Messias ao STF

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

Por: Jonas | 22 Janeiro 2015

O bispado de Münster (norte da Alemanha) proibiu um sacerdote de sua diocese de pregar e, portanto, falar em nome da Igreja, tanto no interior como no exterior do templo, após participar de uma manifestação de caráter islamofóbico e tomar a palavra para criticar o islã.

A reportagem é publicada por Religión Digital, 21-01-2015. A tradução é do Cepat.

Segundo um comunicado emitido pelo Bispado, o sacerdote Paul Spälting se somou, em janeiro, a uma das concentrações organizadas pelo movimento Patriotas Europeus contra a Islamização do Ocidente (Pegida), em Duisburgo, e se dirigiu aos congregados nesse ambiente.

Com seus raciocínios, denuncia o Bispado, o sacerdote abre espaço para “ideologias de direitas, para a xenofobia e para o confronto entre religiões que não tem cabimento dentro da Igreja católica”.

Spälting criticou que o decano da catedral de Colônia tenha decidido apagar a luz durante a manifestação dos Pegida, nessa cidade, como demonstração de rejeição a esse movimento, e também que a chanceler Angela Merkel tenha dito em público que o islã faz parte da Alemanha.

O Bispado rejeita categoricamente a visão “distorcida” que o sacerdote possui da história e do presente e define suas palavras como “perigosas” ao incitar o ódio ao islã.

“Abusou de sua autoridade como sacerdote e pastor”, acrescenta o Bispado, que elogia os cristãos que, nestes dias, vão às ruas na Alemanha contra a islamofobia e se mostra convencido de que não há nenhum risco de islamização no país, fazendo referência ao movimento que polarizou a sociedade alemã e que tem seu bastião na cidade de Dresden.

Após tais argumentos, explica que o bispo, Felix Genn, decidiu aplicar o artigo 764 do Código de Direito Canônico e proibir o sacerdote de pregar.