Moçambicano barrado pela PF regressa ao Brasil para Rio+20

Mais Lidos

  • A ferrovia bioceânica Brasil-Peru promete agilizar o comércio com a China. Mas a que custo?

    LER MAIS
  • “As ideias de Yarvin e de outros são um absurdo, mas as prescrições liberais do mundo seguem linhas semelhantes". Entrevista com Carlos Fernández Liria

    LER MAIS
  • Antonio Banderas ao Papa: "Estou aqui hoje confessando ter sido vítima do feitiço de Deus"

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

19 Junho 2012

O ativista moçambicano Jeremias Vunjanhe, impedido de entrar no Brasil no último dia 12 para participar de um evento paralelo à Rio+20, obteve um novo visto e está a caminho do país.

Segundo a ONG Justiça Ambiental, em que Vunjanhe atua, o ativista obteve um novo visto na embaixada brasileira em Maputo, capital moçambicana, e embarcou na noite de domingo rumo ao Brasil, onde deve chegar nas próximas horas.

A informação é da BBC Brasil, 18-06-2012, e reproduzida pelo Portal Uol, 19-06-2012.

Vunjanhe coordena uma campanha da Justiça Ambiental contra a ação da mineradora brasileira Vale em Moçambique. Ele pretende divulgar a atuação da empresa no 3° Encontro Internacional dos Atingidos pela Vale, que ocorrerá na Cúpula dos Povos, evento paralelo à conferência da ONU.

A Justiça Ambiental afirmou, no entanto, que autoridades brasileiras ainda não esclareceram por que ele foi barrado na semana passada.

Vunjanhe diz que portava toda a documentação necessária para ingressar no país: visto válido por 90 dias, carta-convite da Cúpula dos Povos e comprovante de hospedagem.

Ele afirmou que agentes da Polícia Federal o barraram logo após o desembarque e, sem lhe dar explicações, exigiram que retornasse à África do Sul, de onde embarcara rumo ao Brasil.

Já no voo de regresso, Vunjanhe diz ter recebido seu passaporte de volta com um selo informando que ele consta do Sistema Nacional de Procurados e Impedidos.

Denúncia

Na Cúpula dos Povos, Vunjanhe pretende expor a atuação da Vale na província moçambicana do Tete, onde a companhia brasileira explora uma das maiores minas de carvão a céu aberto do mundo.

A abertura da mina ocorreu em 2011, após o reassentamento de 1.365 famílias de agricultores. O ativista alega que as famílias foram deslocadas para uma área distante de serviços básicos e mercados, a 40 km do território onde viviam, e que a Vale não tem cumprido o prometido nas negociações.

Em janeiro, em protesto contra as condições, os moradores fecharam a ferrovia pela qual a Vale escoa o carvão até o porto da Beira, no Oceano Índico.

A Polícia Federal e a Vale não comentaram o bloqueio à entrada do ativista.