18 Mai 2012
O Partido dos Trabalhadores contou ontem com uma ajuda do governo federal para destravar as negociações com o PSB. O diretor-geral da Itaipu Binacional, Jorge Samek, foi reconduzido ao cargo pela presidente Dilma Rousseff e, com isso, abandona as pretensões de concorrer à Prefeitura de Foz do Iguaçu. A decisão, publicada no "Diário Oficial da União", mantém Samek à frente da usina por mais cinco anos, até maio de 2017.
A informação é publicada pelo jornal Valor, 18-05-2012.
Sem Samek, o PT abre caminho para uma coligação com o PSB, cujo pré-candidato é o deputado estadual Reni Pereira.
No Paraná, a meta do PT é crescer de 35 para 50 prefeituras, como forma de preparar o terreno para o lançamento de uma candidatura ao governo do Estado, em 2014, seja com a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, ou com seu marido, o também ministro Paulo Bernardo, das Comunicações. A primeira opção é Gleisi.
"A dúvida é se a [presidente] Dilma vai liberá-la", afirma a ex-ministra do Desenvolvimento Social, Márcia Lopes, presente no encontro.
Márcia Lopes é irmã de Gilberto Carvalho, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, e pré-candidata a prefeita em Londrina. Ela conta que o objetivo do PT é se ramificar no Estado.
Em Foz do Iguaçu, o partido ainda tem como opção Gilmar Piolla, superintendente de comunicação de Itaipu. Mas a tendência é de apoio a outra legenda. Além do PSB, os petistas podem apoiar o PCdoB, cujo nome para a disputa é do vice-prefeito Chico Brasileiro.
Com a saída de Samek do páreo, o partido deve reduzir para quatro o número de candidatos entre as sete cidades com mais de 150 mil eleitores do Paraná.
Na capital, Curitiba, pela primeira vez o partido não concorrerá com nome próprio desde a redemocratização. Por uma decisão apertada, a legenda decidiu apoiar o ex-deputado federal Gustavo Fruet (PDT), ex-tucano e algoz dos petistas na Câmara dos Deputados durante o estouro do escândalo do mensalão, em 2005.
"O partido achou melhor apoiá-lo para ter um nome forte na capital e enfrentar o prefeito", diz Márcia Lopes, referindo-se a Luciano Ducci (PSB), apoiado pelo governador tucano Beto Richa.