Revistas dos paulinos italianos: ares de fechamento

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16 Mai 2012

O grupo editorial que tem a sua nave-mãe na Famiglia Cristiana abriu o estado de crise, e estão sendo estudadas as estratégias que deverão modificar profundamente a forma da "frota". Na verdade, a revista semanal Famiglia Cristiana, há cerca de um ano, deteve a hemorragia da perda de cópias perdidas e está estável. Certamente, em números bem distantes do pico de alguns anos atrás, mas estável.

A reportagem é de Marco Tosatti, publicada no jornal La Stampa, 14-05-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

As perdas referem-se às outras atividades do grupo, da custosa revista mensal Jesus aos canais de televisão. Nenhuma decisão definitiva foi tomada ainda, mas parece possível que Jesus seja encorpada à revista Vita Pastorale, com uma nova dirigência, ou que o seu pessoal conflua em uma nova publicação de caráter religioso "popular". Não se sabe qual seria, nesse caso, o futuro cargo do padre Antonio Tarzia, 71 anos, diretor da Jesus e também muito comprometido na atividade de criação literária.

O estado de crise do grupo prevê, no plano bienal, a saída de 11 jornalistas, dos quais nove através da aposentadoria antecipada voluntária, e os dois restantes iriam se aposentar por idade.

A editora da ordem religiosa dos Paulinos visa a pôr as contas sob controle e, paralelamente, criar sinergias através de um novo modelo de trabalho. O novo sistema deve começar no mais tardar em um ano, mas é provável que as decisões já sejam tomadas nos próximos meses. O projeto que está em discussão – ao menos neste momento – levaria à criação de três novas divisões temáticas: a ligada à família, com um recorte mais "consumidor"; uma dedicada às publicações religiosas, com uma maior atenção à vida dos católicos e da Igreja; e, por fim, a terceira focada nos jovens.

Enquanto isso, a episódio do estado de crise passou por um momento de polêmica, que envolveu o programa TG5. O canal Mediaset, no dia 7 de maio de 2012, transmitia: "Os sucessos de Famiglia Cristiana são realmente uma recordação distante, tanto que essa revista é obrigada a proclamar o estado de crise. Ouçam: 'Quem jamais diria que a Famiglia Cristiana, antigamente líder em vendas, se reduziria a vender a metade da metade das cópias e seja obrigada hoje a acender o estado de crise, com o objetivo de tentar seguir em frente [...] Apesar de a informação católica estar em boa forma – o Avvenire, por exemplo, vai de vento em popa –, para a Famiglia Cristiana, a crise é preta: o tradicional sistema de vendas não funciona mais como antigamente, em muitas igrejas ela já não é mais distribuída, e essa escolha é dos párocos nem sempre satisfeitos com a linha editorial da revista, e as vendas nas bancas cobrem metade da difusão editorial. [...] Vendas em queda e polêmicas aumentando por causa de uma linha que muitas vezes privilegia política e duros confrontos, em vez de temas mais caros ao leitor tradicional, de modo mais reservado no mundo católico […]".

O comitê de redação da Periódicos San Paolo respondeu com um comunicado: "Prezamos muito pela mais completa liberdade de expressão dos jornalistas: à nossa, assim como a de todos os outros colegas, de qualquer publicação. Não gostamos das censuras e acreditamos que a informação italiana sofreu muitas. Limitamo-nos, por isso, a dizer que realmente não apreciamos o serviço que, anteontem, o TG5 dedicou à situação da nossa revista. É legítimo ocupar-se do tema, naturalmente. Mas o fato de que isso ocorra logo depois da publicação, no último número da Famiglia Cristiana, de um artigo dedicado à crise do Mediaset, torna muito concreta a hipótese de que se tratou de uma retaliação. Não uma resposta no mérito das questões que o nosso serviço havia posto, mas sim uma resposta transversal, do tipo 'vejam quem nos criticam'. O meio é o espancamento. Preferimos um outro tipo de jornalismo".

A Famiglia Cristiana já havia publicado um artigo sobre o Mediaset, hipotetizando sobre a saída de Clemente Mimun do cargo de diretor.